Papo de Mãe
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Mundo hiperconectado e o paradoxo da solidão parental

Você já ouviu falar em solidão parental? Em pais e mães que se sentem sozinhos mesmo tendo várias pessoas em seu entorno? E isso apareceu numa pesquisa!

Patrick Bagne* Publicado em 12/08/2021, às 07h00

Mais conectados e mais solitários?
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Vivemos em um mundo hiperconectado e isso não é novidade para ninguém, afinal, amigos e familiares estão a apenas uma mensagem de texto. Mas você sabia que mesmo assim um terço dos novos pais e mães se sentem solitários?

O nascimento de uma criança é um momento de grande alegria na vida dos pais. Todos os que estão à sua volta consideram que, de uma forma geral, tudo está bem e que os pais estão revigorados por um sentimento de felicidade e propósito intenso. No entanto, os meses que se seguem ao nascimento do bebê podem ser muitas vezes solitários e de maior isolamento. Por isso, apesar de vivermos em um mundo que possibilita conexões rápidas, é fácil se sentir solitário com um bebê nos braços. Tanto que esse é o sentimento reportado por 32% dos pais e mães no mundo, e no Brasil, temos um cenário ainda mais curioso: a solidão foi citada por 37%.

Esses são dados do estudo Parenting Index (Índice de Parentalidade) encomendado pela Nestlé e com o objetivo de entender os principais desafios da parentalidade atualmente. O estudo foi realizado em 16 países, 4 continentes, e com mais de 8.000 pais e mães (se quiser saber mais detalhes e conhecer melhor o estudo, você pode acessar aqui).

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Muitas vezes, os novos pais mostram uma falsa imagem de contentamento a quem está à sua volta, numa tentativa de lidar com as percepções das outras pessoas ou de afastar as suas próprias inseguranças. Muitos receiam que os seus sentimentos possam parecer inadequados. Por isso, é frequente que eles se deparem com o que chamamos de “paradoxo de solidão”, um sentimento avassalador de solidão com um bebê amado nos seus braços. Confinados em casa, com pouca ou nenhuma interação com outras pessoas que não a criança, os novos pais podem sentir como se tivessem perdido a sua própria identidade, forçados a fazer concessões que nunca imaginaram. Nesse cenário é extremamente comum sentir que existe um fosso entre a sua vida anterior e a sua nova vida, acompanhado talvez, de uma crise de identidade: “eu costumava sair e me divertir tanto! Agora, sou apenas um robô a serviço do bebê e nem posso mais fazer minhas coisas”.

Outro dado interessante é que, para os pais brasileiros, a caminhada da parentalidade, desde a descoberta da gravidez até os primeiros anos do bebê regista momentos de dúvida, exaustão, preocupação e solidão: Metade dos pais acham que a jornada de parentalidade foi mais difícil do que tinham idealizado. O curioso dessa situação é que, mais uma vez de forma paradoxal, esse período também é marcado por um profundo amor e dedicação intensa ao filho.

Ou seja, você não está sozinho(a)!

Por isso, a rede de apoio é fundamental para promover um melhor bem-estar, segurança e suporte para as famílias. Ela é, geralmente, composta por pessoas e locais que ajudam os pais, incluindo os avós e outros familiares, amigos e até a internet – afinal estamos todos conectados! E, apesar da tecnologia muitas vezes parecer a origem de sentimentos crescentes de isolamento, ela também pode uma grande aliada: Uma conversa em grupo de Whatsapp, palavras de incentivo ou um simples elogio ou like nas redes sociais pode ser forte suficientemente para fazer a diferença na vida de uma família.

Assim, é essencial apoiarmos incondicionalmente, sem julgamentos ou palpites, os recém “promovidos” a pais e mães, visto que, muitas vezes, só vemos uma imagem idealizada, formada para quem está de fora do núcleo familiar e que não revela a verdade sobre os desafios diários.

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Patrick Bagne

*Patrick Bagne, Gerente de Marketing de Nutrição Infantil e líder da iniciativa de parentalidade da Nestlé, pai do Filippo de 2 anos

**O Programa Nestlé por Crianças Mais Saudáveis é uma iniciativa global da Nestlé, que assumiu o compromisso de ajudar 50 milhões de crianças a serem mais saudáveis até 2030 no mundo todo. Desde 1999 foram beneficiadas mais de 3 milhões de crianças no Brasil. 

Com o lema “muda que elas mudam”, a partir de uma plataforma de conteúdo, o programa estimula famílias a adotarem hábitos mais saudáveis e ainda promove um prêmio nacional que ajuda a transformar a realidade de 10 escolas públicas por ano com reformas e mentorias pedagógicas. 

Conheça mais no site do programa

Nestlé por crianças mais saudáveis