Papo de Mãe
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#ParentalidadeReal: como é criar um filho em diferentes países?

Pesquisa realizada em vários países revela algo em comum a pais e mães de diversas nações: todos se sentem pressionados aos exercer a parentalidade

Patrick Bagne* Publicado em 04/08/2021, às 14h41 - Atualizado às 16h00

Índice de parentalidade
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A maneira de criarmos nossos filhos evoluiu ao longo do tempo e diferentemente em cada lugar. E quando converso com outros pais e mães sobre o tema, um assunto sempre vem à tona: “Como será criar um filho em outro país? Será que é mais fácil? Será que todo mundo quer opinar?”

E com o objetivo de sanar essa dúvida universal, surgiu o estudo Parenting Index (índice de parentalidade), um exercício inédito e aprofundado sobre as experiências parentais em todo o mundo, realizada pela Kantar Worldpanel em 16 países, 4 continentes e encomendado pela Nestlé. Com base nas opiniões de mais de 8.000 mães e pais de bebês de 0-12 meses, o estudo representa uma nova forma de compreender as experiências e desafios dos pais em todo o mundo nos dias de hoje (inclusive o estudo em português está disponível para download no site The Parenting Index). 

A primeira grande descoberta do estudo é um fator universal, comum em todo mundo: a pressão. Em todos os países pesquisados, pais e mães sentem alguma forma de pressão interna (dentro do convívio familiar) e externa (amigos e sociedade em geral). Sendo essa pressão materializada de diferentes formas:

Vergonha “social”: metade dos novos pais e mães pesquisados (51%) ​​sentem uma intensa pressão social sobre como criar seus filhos, geralmente advindo das redes sociais.

Solidão: 32% dos pais e mães dizem que, apesar de viverem em um mundo hiperconectado, onde amigos e família estão a apenas uma mensagem de texto, é fácil se sentirem isolados e solitários com um bebê nos braços.

Culpa: 45% dos entrevistados concordaram que os novos pais e mães sentem muita culpa, o que pode ter um impacto duradouro em suas relações parentais.

Realidades inesperadas: quase um terço (31%) relatou sentir-se despreparado para a realidade de se tornar pai ou mãe.

“Palpite alheio”: 60% dos entrevistados relatam que sentem que todos têm uma opinião sobre como criar seus filhos, quer queiram ouvir ou não.

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Embora experimentada em todo o mundo, a pressão dos pais é sentida de forma mais intensa nas Filipinas, Arábia Saudita e aqui no Brasil. Por isso, 71% dos pais e mães no Brasil (20 pontos percentuais acima da média global) indicaram a pressão externa como um fator predominante, apontando que “todos têm sempre opinião sobre como criar um filho”. Inclusive sendo o principal fator para a posição do país no ranking criado pelo estudo (15º posição dentre 16 países e com pontuação 40), que leva em consideração 8 fatores internos e 3 fatores econômicos.

Para pais e mães brasileiros, a jornada parental, desde a descoberta da gravidez até os primeiros anos do bebê, registra momentos de dúvida, cansaço, preocupação e solidão: 50% acham que a parentalidade é mais complicada do que imaginavam e 37% se sentem solitários nos primeiros meses após o nascimento do bebê (5 pontos percentuais acima da média global).

Além dos desafios relacionados à alta pressão interna e externa, os pais e mães brasileiros revelaram como maiores desafios na criação dos filhos a fraca resiliência financeira e insatisfação com o suporte à vida profissional. Além disto, uma das principais preocupações dos pais brasileiros é relativa aos recursos de saúde e bem-estar para seus filhos. No entanto, 62% dos respondentes do Brasil se sentem bem amparados para tomar decisões parentais esclarecidas (9 pontos percentuais abaixo da média global)

Ou seja, a conclusão é que criar um filho ou uma filha é incrível, porém também é uma tarefa desafiadora, independentemente do local do mundo. Principalmente pela pressão que nós exercemos uns sobre os outros quando o tema é parentalidade e “como criá-los”.

Por isso, que tal facilitar a vida de pais e mães ao nosso redor? Antes de dar uma opinião na criação do filho “alheio”, pare e pense um pouquinho.

Patrick Bagne
Patrick Bagne

*Patrick Bagne, Gerente de Marketing de Nutrição Infantil e líder da iniciativa de parentalidade da Nestlé, pai do Filippo de 2 anos

**O Programa Nestlé por Crianças Mais Saudáveis é uma iniciativa global da Nestlé, que assumiu o compromisso de ajudar 50 milhões de crianças a serem mais saudáveis até 2030 no mundo todo. Desde 1999 foram beneficiadas mais de 3 milhões de crianças no Brasil. 

Com o lema “muda que elas mudam”, a partir de uma plataforma de conteúdo, o programa estimula famílias a adotarem hábitos mais saudáveis e ainda promove um prêmio nacional que ajuda a transformar a realidade de 10 escolas públicas por ano com reformas e mentorias pedagógicas. 

Conheça mais no site do programa

Nestlé por crianças mais saudáveis