Papo de Mãe
Papo de Mãe

Quando a exaustão não pode prejudicar o diálogo nas famílias

Mariana Kotscho Publicado em 03/05/2021, às 00h00

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3 de maio de 2021


A falta de diálogo nas famílias faz o ambiente pesar e provoca o afastamento entre pais, mães, filhos e filhas: Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar?

Por Renata Pereira Lima*

Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã….

O Chico Buarque não escreveu essa música pensando na mãe dele, mas até que não seria uma má ideia…

Todo dia as mães fazem tudo sempre igual…(e os pais também!…)

Reclamam que os filhos deixam a luz do quarto acesa, avisam que tem toalha molhada em cima da cama, investigam quem esqueceu o leite fora da geladeira, gritam quando veem a roupa suja espalhada pelo chão. Cenas clássicas do cotidiano de muitas famílias!

É preciso dialogar com os filhos

Exaustos dessa mesmice turbinada pela pandemia, os pais abrem a “caixa de ferramentas” para consertar a família e o que encontram lá dentro? Ordens, ameaças, chantagens, gritos, lições de moral, ofensas, comparações, ironias, profecias e por aí vai. Tudo pronto para o caos tomar conta do ambiente!

Como sair dessa dinâmica tão destrutiva e interromper esse ciclo tão perverso, que pouco a pouco vão estragando os nossos dias em casa com a nossa família? Tem saída??

Simmm, tem saída! Não é um caminho fácil, mas é simples. Passa pela mudança de hábitos e pelo cuidado com a comunicação: como nós, pais, temos falado com nossos filhos? Como temos feito os pedidos “de sempre”? Como nossos filhos se sentem ao ouvir os pedidos “de sempre, da forma de sempre”? Não estou sugerindo que estamos errados em pedir, longe disso, mas estou propondo uma reflexão sobre o jeito como fazemos isso.

E como não tem fala sem escuta… temos escutado os nossos filhos? Temos conversado ultimamente? São conversas que rendem “uma página” (ou mais!) ou terminam no segundo parágrafo, com poucas palavras?

Precisamos lembrar que é o adulto o responsável por essa mudança, não o filho. Quando começamos a escutar de verdade, a falar diferente e a agir de uma forma mais respeitosa, empática e com limites claros, os filhos tendem a reagir positivamente, muito mais rápido do que imaginamos.

*Renata Pereira Lima é mãe de dois adolescentes, palestrante TEDx-SP, mestra em Antropologia, pesquisadora de mercado com foco em comportamento e facilitadora de workshops para melhorar a comunicação entre pais e filhos por meio de escuta, empatia, respeito e limites. 

Workshops começando nos dias 4 e 6 de maio.

Informações e inscrições: @renata.pereira.lima

Veja também entrevista com Renata Pereira Lima

Como ter um bom diálogo em casa?




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