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06/03/2021

Pessoas com deficiência no grupo prioritário de vacinação contra Covid-19

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Thaissa Alvarenga explica aqui como está a questão da vacinação contra Covid-19 em pessoas com deficiência: “Reivindicação de entidades, grupos e famílias de pessoas com deficiência, a priorização na vacinação vinha sendo exigida já que, em sua maioria, são pessoas vulneráveis por suas necessidades específicas, baixa imunidade e com risco de desenvolver uma forma grave de Covid-19.”

 

Por Thaissa Alvarenga*

Muitas famílias e pessoas com deficiência têm apresentado o mesmo questionamento. Nas redes sociais e nos grupos, a pergunta mais frequente é: “Quando as pessoas com deficiência serão vacinadas?”. Não tínhamos essa resposta. Agora, com a nova fase do Programa Nacional de Imunizações (PNI), as pessoas com deficiência permanente severa aparecem no grupo prioritário, mas ainda não há previsões de datas. Isso depende da produção e da disponibilização das vacinas.



Pessoas com deficiência: grupo prioritário para vacinação

Reivindicação de entidades, grupos e famílias de pessoas com deficiência, a priorização na vacinação vinha sendo exigida já que, em sua maioria, são pessoas vulneráveis por suas necessidades específicas, baixa imunidade e com risco de desenvolver uma forma grave de Covid-19.



Depois de muitos ofícios encaminhados por associações, na última segunda-feira (15), essas pessoas foram incluídas na quarta edição do Programa Nacional de Imunizações, o que representa uma vitória para todos que atuam na causa da inclusão.

Na nova fase do programa de vacinação, as pessoas com deficiência entram no grupo em razão da vulnerabilidade e do risco de contaminação. “Há ainda outros grupos populacionais caracterizados pela vulnerabilidade social e econômica que os colocam em situação de maior exposição à infecção e impacto pela doença. A exemplo, citam-se pessoas em situação de rua, refugiados residentes em abrigos e pessoas com deficiência, grupos populacionais que têm encontrado diversas barreiras para adesão a medidas não farmacológicas”, afirma o texto divulgado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o PNI e o Ministério da Saúde, a estimativa é que mais de 7,7 milhões de pessoas com deficiência permanente sejam imunizadas. Serão considerados pertencentes a este grupo indivíduos que apresentem limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas; com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo; com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar mesmo com uso de óculos; com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar, entre outras atividades.



Anteriormente, na primeira fase da campanha de vacinação, pessoas com deficiência institucionalizadas, que vivem em residência inclusiva, já haviam sido reconhecidas como parte do grupo prioritário. Já as pessoas com síndrome de Down haviam sido classificadas como parte do grupo com comorbidades, mesmo sendo uma condição e não uma doença.

A Lei Brasileira de Inclusão assegura que, em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, a pessoa com deficiência será considerada vulnerável, devendo o poder público adotar medidas para sua proteção e segurança. Na prática, cada Secretaria Municipal de Saúde tem atuado com seu calendário próprio e as doses não têm sido suficientes para toda a população pertencente ao grupo prioritário. Cabe a nós acompanhar e buscar informações para saber quando as pessoas com deficiências serão vacinadas.

É importante lembrar também que a vacinação será aplicada apenas em pessoas com mais de 18 anos, já que ainda estão sendo feitos os primeiros testes em crianças e adolescentes e não há eficácia comprovada para este grupo.

 


*Thaissa Alvarenga é fundadora da ONG Nosso Olhar, do programa Inclua Mundo e do portal Chico e Suas Marias

 

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