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Sim, nós podemos. Uma história das paralimpíadas

Paralimpíadas de Tóquio: quem são os verdadeiros super-humanos?

Thaissa Alvarenga* Publicado em 03/08/2021, às 09h36

Chico e Julio - Foto: arquivo pessoal
Chico e Julio - Foto: arquivo pessoal

Em uma época em que os Vingadores são os donos das telas, vamos refletir e trazer para os nossos lares as histórias dos verdadeiros super-heróis.

Quantos “nãos” você já ouviu na vida? Em alguns momentos todos nós já sentimos que simplesmente não podíamos mais, ou não tínhamos mais forças, ou dizemos aquela frase “isto é impossível”. Pois bem, em todas as fases da minha vida, eu me senti assim, mesmo que tenha sido por apenas alguns segundos, e tudo bem se sentir assim às vezes. Não desistir e ter força para encontrar soluções para superar os obstáculos é de fato a verdadeira coragem. Neste mês de olimpíadas, o desejo de não desistir tem crescido mais em mim todos os dias. Ao ver a notícia de que o Brasil tem mais de 200 atletas paralímpicos representando o país nas competições, que estão acontecendo em Tóquio, vejo uma perspectiva positiva e um futuro promissor para cada criança e jovem com alguma deficiência.

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Daniel Dias levando a persistência através das águas, Alessandro Rodrigo com sua força de super-herói e Victória Amorim ganhando o mundo com suas percepções tátil e auditiva, são alguns dos exemplos de que o esporte tem poder para tornar a sociedade mais inclusiva. Mais do que representatividade, o atleta com alguma deficiência física ou intelectual, nos lembra que sim, é possível!

Tivemos o privilégio recentemente de conhecer o atleta paralímpico Júlio César Agripino, campeão mundial de corrida, que gravou entrevista para o programa Inclua Mundo. O bem-humorado Júlio visitou nossa sede, no Espaço REDE T21, para participar de um treino em nosso tatame inclusivo, um local para amplificar a diversidade por meio do esporte e palco de um encontro cheio de significado sobre inclusão e persistência.

Como mãe, senti naquela tarde, ao ver o Chico, meu pequeno judoca que tem síndrome de Down, ao lado do Júlio, que é deficiente visual, uma esperança inabalável de que o esporte abre não apenas portas e sim fronteiras. Meu pequeno atleta com suas características tão singulares, pode se tornar o Júlio no futuro.

Naquele dia único, Júlio contou um pouco sobre como mantém a direção na corrida. Acompanhado por dois guias que correm ao seu lado e são ligados por uma pequena corda, por meio de puxadas na corda, Júlio recebe a informação sobre sua posição e velocidade. Este pequeno exemplo usado no esporte nos ensina como o trabalho em rede é importante, quando o assunto é inclusão.

*Thaissa Alvarenga é criadora da ONG Nosso Olhar e o portal de conteúdo Chico e suas Marias

Assista ao Inclua Mundo do Canal Papo de Mãe

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