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Outubro Rosa: como preservar a fertilidade durante tratamento de câncer de mama

Entenda como fica a questão da gravidez para quem recebe o diagnóstico de câncer de mama e precisa ser submetida a quimioterapia ou radioterapia

Clínica FERTIPRAXIS* Publicado em 12/10/2021, às 07h00

O câncer de mama e a fertilidade da mulher
O câncer de mama e a fertilidade da mulher

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 66.280 novos casos devem surgir ao longo do ano no Brasil. Entre os principais fatores de risco estão a idade, obesidade, hábitos de vida, consumo de álcool e dieta rica em gorduras e açúcares, além de histórico genético e tratamentos hormonais. 

  Assista ao Papo de Mãe sobre câncer e gravidez. 

A quimioterapia, além da cirurgia, muitas vezes, é necessária para complementar o tratamento e, dependendo do tipo de droga utilizada, a fertilidade da mulher pode ser diretamente afetada, de acordo com os especialistas.

A Sociedade Americana de  Medicina  Reprodutiva (SAMR) e a Sociedade Americana de Oncologia Clínica recomendam o congelamento de óvulos como a melhor opção para quem quer engravidar e vai se submeter ao tratamento do câncer de mama. 

Segundo a especialista em reprodução Humana da clínica  Fertipraxis, Dr.ª Maria do Carmo Borges, que também é Presidente da REDELARA – Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, as terapias para cura do câncer, muitas vezes, afetam a reserva de óvulos, o que pode impossibilitar a gravidez da mulher de forma espontânea.

“Com o advento do congelamento de óvulos (no caso de mulheres), espermatozoides (no caso de homens) ou o congelamento dos embriões é possível se submeter a tratamentos contra o câncer e após as sessões de quimioterapia tentar a gravidez”, afirma. 

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Para o Dr. Marcelo Marinho, também especialista em Reprodução Humana da  Fertipraxis, os resultados de gravidez a partir de óvulos congelados já são equivalentes aos apresentados por embriões congelados. Segundo ele, utilizar embriões descongelados em tentativas subsequentes ainda é o padrão-ouro para a preservação da fertilidade em casos de câncer, de acordo com algumas sociedades médicas. 

Por outro lado, ele afirma que “as novas técnicas de congelamento e descongelamento de óvulos já apresentam resultados similares de aproveitamento e sucesso, de modo que atualmente já se fala inclusive em definir o congelamento de óvulos como o tratamento padrão para a preservação de fertilidade em mulheres.”  

O diretor médico da clínica, que também é Diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Dr. Roberto de Azevedo Antunes, destaca que é preciso considerar que o congelamento de óvulos evita a ocorrência de questões éticas importantes que surgem a partir do congelamento dos embriões. 

Exemplo disso é a discussão sobre o destino de embriões caso um casal se separe, ou o que fazer com os embriões excedentes quando o casal consegue ter seu filho, entre outros. Ele ressalta que o congelamento de óvulos permite que uma mulher com câncer mantenha sua autonomia reprodutiva. 

“O congelamento de óvulos segue como tratamento muito bem fundamentado e como recomendação por parte das sociedades europeia e americana para pacientes com baixa reserva, que não tenham pretensão de engravidar no curto prazo, diagnóstico de câncer ou risco de perder os ovários.”  O congelamento social, de acordo com ele, também tem uma indicação bem fundamentada, principalmente, em pacientes entre 30-35 anos sem perspectivas de ter filhos.

Qual a diferença entre congelamento de óvulos e embriões? 

O embrião se forma quando o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide. A técnica de congelamento consiste na utilização de substâncias químicas (crioprotetores) para proteger as células do frio e assim permitir que elas sejam conservadas congeladas. 

O embrião é formado por várias células, caso algumas delas não sobrevivam, ele consegue se corrigir e continuar seu desenvolvimento. A principal diferença é em relação ao descarte. Enquanto os óvulos podem ser descartados livremente, o descarte de embriões envolve questões legais e éticas. 

Para se ter embrião, é necessário ter óvulos e espermatozoides. Logo os embriões são de responsabilidade do casal. Qualquer atitude quanto a eles tem de ser autorizada por ambos. 

Já os óvulos são propriedade exclusiva da mulher e ela decide o que fazer com eles. Outra questão importante é que a legislação brasileira impede o descarte de embriões com menos de 3 (três) anos de congelamento. “Ou seja, o casal tem que arcar com os custos de manutenção do congelamento, ou então, optar pela doação dos embriões que está prevista em lei”, finaliza o dr. Roberto. 

Sobre Dra. Maria do Carmo Borges de Souza 

Graduada em Medicina com Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora da UFRJ e Livre - Docente pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Presidente da REDLARA - Rede Latino Americana de Reprodução Assistida. É membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia - ESHRE; Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida - SBRA; 

Sobre Dr. Roberto de Azevedo Antunes 

Graduado em Medicina com Especialização em Reprodução Assistida e Endoscopia Ginecológica. Mestre em Ciências da Saúde, com ênfase em Fisiologia endócrina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Diretor Médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, Diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida- SBRA. Doutorando em Ciências da Saúde, pelo programa de Endocrinologia da UFRJ 

Sobre Dr. Marcelo Marinho de Souza 

Graduado em Medicina com Mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Diretor Médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, especialista em Reprodução Humana com títulos pela Rede Latino Americana de Reprodução Humana (REDLARA) e Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). É membro da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e da European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE). 

*Sobre a FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana - http://www.fertipraxis.com.br

A Clínica FERTIPRAXIS é certificada pela Rede Latino-americana de Reprodução Assistida por cumprir com eficiência as normas de controle de qualidade requeridas para todos os procedimentos. As instalações modernas são equipadas com recursos de alta tecnologia para manipulação e criopreservação de gametas e embriões, garantindo segurança no manuseio das amostras biológicas. Junto à tecnologia, o acolhimento aos pacientes é objetivo         primordial.Os      profissionais      que       atuam       na clínica, médicos especialistas, embriologistas, enfermagem e psicóloga, utilizam as mais avançadas técnicas de reprodução assistida para atender, orientar e tratar da forma mais adequada as pessoas que querem engravidar. 

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