Papo de Mãe
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Covid-19: Brasileiros estão deixando de tratar câncer e outras doenças na pandemia

Dispara o número de casos de câncer e outra doenças não diagnosticadas. 217 entidades propõem ajuda e medidas concretas de combate à covid-19.

Roberta Manreza Publicado em 24/03/2021, às 00h00 - Atualizado em 25/03/2021, às 11h47

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24 de março de 2021


Dispara o número de casos de câncer e de outras doenças não diagnosticadas durante a pandemia.  Movimento “Todos Juntos Contra o Câncer” divulga carta aberta com recomendações emergenciais para o enfrentamento da COVID-19 no Brasil. 217 entidades assinam documento.

Por Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC)

Campanha “Todos juntos contra o câncer”

O Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), grupo que congrega representantes de diferentes setores voltados ao cuidado do paciente oncológico, decide se mobilizar para combater a grave crise sanitária e de saúde enfrentada no Brasil por conta da pandemia da COVID-19.

Conscientes do compromisso dos integrantes com a garantia do direito do paciente ao acesso universal e igualitário à saúde, o Movimento TJCC tem acompanhado de perto os desafios enfrentados pelos brasileiros com câncer, doenças crônicas e população em situação de vulnerabilidade social neste momento. Em colaboração com diversas entidades da sociedade civil, divulga uma carta aberta, em que propõe urgência na criação de um Grupo de Trabalho com Especialistas. O documento será enviado às autoridades brasileiras.

O objetivo é que médicos, cientistas, pesquisadores, infectologistas, cientistas de dados, executivos do segmento de logística, comunicação, administradores, economistas e sociedade civil organizada possam assessorar o plano de medidas do Ministério da Saúde e o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19.

Abaixo um trecho da carta

A Vossa Excelência

PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO

Presidente da República Federativa do Brasil Palácio do Planalto

Carta Aberta do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer em colaboração com redes de organizações da sociedade civil

Recomendações Emergenciais para o Enfrentamento da COVID-19 no Brasil

Conscientes da profunda crise na área da saúde no Brasil, por acompanhar de perto os desafios enfrentados pelos pacientes com câncer, doenças crônicas e população em situação de vulnerabilidade social, decidimos nos mobilizar, propondo agilidade nas medidas emergenciais que devem ser tomadas.

A sociedade civil organizada, alinhada às deliberações do controle social no SUS, representa importante força para auxiliar com as ações necessárias no enfrentamento da pandemia e de seu impacto, que se alastra nos municípios de todo o país.

O panorama é complexo e exige colaboração. A força e habilidades da sociedade trará agilidade na solução da crise, se houver abertura e aceitação do governo.

 Desde o início da pandemia, comprovam grandes alterações no diagnóstico e tratamento oncológico, incluindo o cancelamento de consultas, exames, sessões de quimioterapia, radioterapia, cirurgias oncológicas e outras dificuldades.

No que tange os agravamentos pós-pandemia, haverá um aumento exponencial de casos de cânceres e outras doenças que não foram diagnosticadas nesse período, de acordo com especialistas.

Transcendendo a nossa agenda na Oncologia, em colaboração com outras redes – Ashoka Brasil, Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil, Rede Alianza Latina, Rede Filantropia, Unidos pela Vacina liderado pelo Grupo Mulheres do Brasil e empreendedores sociais da Rede Folha – oferecemos nosso apoio e contribuição para a redução do sofrimento da população brasileira.

Ademais, propomos a criação e instituição urgente do Grupo de Trabalho de Especialistas no tema (pandemia da COVID-19), composto por: médicos, cientistas, pesquisadores, infectologistas, cientistas de dados, executivos do segmento de logística, comunicação, administradores, economistas e sociedade civil organizada.

O objetivo é assessorar de perto o plano de medidas do Ministério da Saúde o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19, formado há um ano por meio do Decreto No 10.277, de 16 de março de 2020.

Clique aqui para ler a carta completa.

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