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Da gestação à amamentação: quais são os sintomas que a acupuntura pode aliviar?

Médico explica de que forma o tratamento pode ajudar nas náuseas ou nas dores do parto

Sabrina Legramandi* Publicado em 02/07/2021, às 14h03

A acupuntura pode aliviar os diversos sintomas do início da maternidade
A acupuntura pode aliviar os diversos sintomas do início da maternidade

A gestação é o momento em que a mulher está se tornando mãe e, quando isso está ocorrendo, várias são as alterações hormonais e corporais. Os sintomas, desde o primeiro trimestre até o momento da amamentação, são vários, mas você sabia que a acupuntura pode ajudar e, em alguns casos, ser essencial?

“A gravidez se divide em várias fases, desde o início da fecundação até o esperado momento do parto. Em todas essas fases, a acupuntura pode ser benéfica à gestante e também ao recém-nascido”, afirma o doutor Luciano Ricardo Curuci de Souza, ginecologista, médico acupunturista e diretor do CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

Confira as explicações do médico sobre quais são os benefícios desse tipo de tratamento desde o início da gravidez até após o nascimento do bebê.

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No primeiro trimestre

Muitas mulheres sentem, desde o início da gestação, os sintomas que mais são associados à gravidez: as náuseas e os vômitos. Alguns casos, inclusive, podem provocar a internação hospitalar obstétrica.

Porém, a acupuntura, associada ao tratamento clínico da gestante, pode gerar melhoras significativas durante essa fase. “Mais de 41 estudos científicos envolvendo cerca de 5500 gestantes com sintomas de náusea e vômitos do início da gestação até 20 semanas de gravidez, comprovam a eficácia da acupuntura”, afirma o doutor Luciano Curuci.

No segundo trimestre

A partir desse período, o útero começa a aumentar de tamanho por conta do crescimento fetal e, quando associado ao uso de suplementos vitamínicos com ferro, as grávidas passam a sentir sintomas de desordem gastrointestinal.

“A acupuntura também pode auxiliar na melhora do peristaltismo intestinal nos casos de constipação e também auxilia nos sintomas de refluxo gastroesofágico e digestão”, explica o médico.

No terceiro trimestre

O terceiro trimestre pode causar ainda mais sintomas para as mulheres, já que o parto começa a se aproximar cada vez mais. Um dos mais comuns é a dor lombar, que, segundo o doutor Curuci, atinge 80% das grávidas e é causada, principalmente, pela alteração na postura e no centro de gravidade do corpo da mulher.

Como o uso de remédios anti-inflamatórios não é indicado durante essa fase, podendo, até mesmo, provocar óbito fetal, a acupuntura passa a ser uma grande aliada de mulheres que sofrem com dores nas costas.

O que também pode atingir mulheres a essa altura da gestação, é a Síndrome do Túnel de Carpo. Ela provoca formigamentos, sensação de choque e dores na mão e, se não tratada, pode gerar outras complicações.

“Novamente, a acupuntura entra como uma grande indicação, provocando uma melhora significativa do quadro doloroso e, assim, evitando o uso abusivo de analgésicos e anti-inflamatórios”, explica Curuci.

No parto, no pós-parto e na amamentação

A acupuntura também é capaz de deixar o parto menos doloroso. Com a eletroacupuntura, por exemplo, estímulos elétricos podem liberar hormônios que provocam uma sensação analgésica no corpo da mulher.

Na primeira hora após o parto, há também o risco de uma hemorragia pós-parto e a acupuntura pode ajudar promovendo uma “tonificação do sangue” e até prevenindo anemias.

Durante a amamentação, o tratamento pode ajudar, tanto a mãe quanto o bebê, ao promover uma melhor produção de leite materno e também ajudar nos casos de mastite puerperal, uma inflamação que pode ocorrer durante essa fase.

“Para se tratar as dores crônicas e agudas da gestação e também da lactação, devemos sempre realizar um diagnóstico correto da patologia, sempre em acompanhamento conjunto entre acupuntura, obstetrícia e pediatria. Também é essencial respeitar a relação mãe e feto ou mãe e recém-nascido para propiciar uma gravidez saudável e aumentar esse momento de amor” (Doutor Luciano Ricardo Curuci)

* Sabrina Legramandi é repórter do Papo de Mãe

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