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Guia de Primeira Infância para empresas reúne ações para ajudar pais e mães

Nova plataforma estimula empresas a promover bem estar de funcionários no início da maternidade e paternidade

Sabrina Legramandi* Publicado em 02/07/2021, às 13h08

O apoio para crianças e pais durante a primeira infância tem impacto direto na sociedade
O apoio para crianças e pais durante a primeira infância tem impacto direto na sociedade

Do nascimento até os 6 anos de idade, a criança está tendo o seu primeiro contato com o mundo exterior. Segundo a ciência, na primeira infância, os neurônios formam entre 700 e 1.000 novas conexões por segundo. As experiências vivenciadas durante essa fase, portanto, são levadas pelo resto da vida.

Foi pensando nisso que a United Way Brasil, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a Fundação FEMSA e a Fundação Bernard van Leer criaram uma plataforma online que aposta no investimento da primeira infância dentro de pequenas, grandes e médias empresas.

“Como disse James Heckman (economista dos Estados Unidos), o melhor investimento que uma sociedade pode fazer é na primeira infância, porque são formados indivíduos melhores para a sociedade, com mais oportunidades”, lembra Paula Crenn, gerente de projetos da United Way Brasil e mãe do Matheus, de 2 anos de idade.

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Plataforma reúne ações também voltadas à família da criança

Por meio de um cadastro na plataforma, qualquer dono de empresa – ou mesmo funcionários – podem acessar 630 ideias de ações e políticas voltadas à primeira infância.

E elas não são direcionadas apenas à saúde e ao bem estar dos bebês: são também voltadas a mães, pais, avós e até ao público externo.

“Saí de licença e, por estar em uma empresa que valoriza a primeira infância, pude vivenciar as mudanças e o medo do início da maternidade de forma mais tranquila.” (Paula Crenn)

Crenn afirma que uma empresa que apoia a primeira infância é uma empresa onde os seus funcionários se sentem mais seguros e que, por isso, as iniciativas visam todos os portes.

“Reunimos ações com ou sem nenhum custo que empresas de pequeno porte também podem apoiar. Uma das empresas “piloto”, que testou o serviço, por exemplo, resolveu não marcar reuniões nos horários de aula online dos filhos”, ilustra Paula.

As práticas reunidas envolvem oferta de creches, espaços dedicados à lactação, adoção de horários flexíveis, possibilidade de trabalhar de casa e extensão da licença-paternidade , por exemplo. Todas elas foram criadas com base em uma pesquisa da United Way Brasil e da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, sob consultoria da Oré.

No site, é possível filtrar os resultados por categoria, porte da empresa e público alvo. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

*Sabrina Legramandi é repórter do Papo de Mãe

Assista entrevista do Papo de Mãe sobre primeira infância e conheça o nenê do zap

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