Papo de Mãe
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Casal homoafetivo planeja família com filhas biológicas

Da Alemanha ao Brasil, a medicina do século 21 pode realizar o sonho de muitas pessoas

Redação Publicado em 26/08/2021, às 14h22

O número de casais homossexuais em busca da concepção de filhos biológicos tem sido cada vez maior
O número de casais homossexuais em busca da concepção de filhos biológicos tem sido cada vez maior

Algumas técnicas de reprodução assistida podem ajudar casais homoafetivos a engravidarem. Os avanços da medicina possibilitam a realização de sonhos que, antes, eram considerados impossíveis. 

“Nos casamos em 2020 e, agora, queremos continuar juntos e ter um filho para constituir a nossa família.” Esse é o sonho do brasileiro Roberto Marinotti Filho, 35, que conheceu o marido, Gerard Romero Fernandez, 33, na cidade de Hamburgo, na Alemanha, em 2014. 

Planos de longa data

Mudanças de rota, recomeços de vida e novas oportunidades marcam a história de Roberto. Ele conta que foi morar na Europa, em 2013, e estava na Espanha quando surgiu uma oportunidade de trabalho na Alemanha. 

Os planos do casal para realizar o sonho de serem pais são antigos, e o avanço das leis brasileiras em relação ao tema e as melhores condições financeiras oferecidas pelo Brasil possibilitaram a concretização do início prático desse sonho. 

O casal optou por realizar o procedimento de útero de substituição, também conhecido como barriga solidária, em território brabileiro, na Clínica Mãe de Reprodução, em São Paulo. 

“Estamos fazendo o processo no Brasil, porque a legislação daqui, em relação a esse tema, é muito mais atual”, afirma Roberto. A indicação pela Clínica veio diretamente de uma recomendação da família. “Conheci a Clínica Mãe porque a minha irmã também fez e faz procedimentos lá.” 

Para alinhar todas as informações e ser possível dar início aos procedimentos, Roberto diz dos desafios encontrados devido a diferença de horários entre os países. 

Com as etapas burocráticas vencidas, o material genético foi coletado e a expectativa é grande. “Meu marido sempre pergunta, mas nos pediram para aguardar de dois a seis meses. Estamos super ansiosos.” Os nomes para os bebês ainda não foram escolhidos, mas o casal já tem a informação de que os dois embriões estão saudáveis e de que serão meninas.

Como funciona a reprodução assistida em casais homoafetivos

De acordo com o especialista em Reprodução Humana e diretor-médico da Clínica Mãe de Reprodução, Dr. Alfonso Massaguer, o número de casais homossexuais em busca da concepção de filhos biológicos tem sido cada vez maior. “Sejam homens ou mulheres, a medicina contemporânea tem se modernizado e oferecido procedimentos que realizam esse desejo.” 

Ele observa, ainda, que a medicina brasileira está em rápida evolução e é capaz de fornecer a estrutura necessária  para a popularização dos métodos por todo o país. “Os procedimentos disponíveis para induzir uma gestação estão mais rápidos, assertivos e menos desgastantes'', assegura Massaguer.  

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Útero de substituição ou barriga de aluguel 

Segundo Massaguer, a única opção de reprodução assistida para casais homoafetivos masculino é a Fertilização In-vitro. O casal precisa, obrigatoriamente, de uma doadora de óvulos e de um útero de substituição

"A doadora de óvulos, conforme a nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), pode ser familiar ou anônima. O útero de substituição pode ser feito por parente de até quarto grau, ou em qualquer pessoa com aprovação do Conselho Regional de Medicina.

Em ambos os procedimentos, deve-se respeitar a norma de que o útero de substituição ou barriga solidária nunca terão o caráter lucrativo ou comercial, ou seja, não é permitido pagar nenhum valor às doadoras de óvulos e nem àquelas que farão a gestação solidária. 

*Dr. Alfonso Massaguer - CRM 97.335

É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. Foi professor responsável pelo curso de reprodução humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e Canadá.  

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Assista ao Papo de Mãe sobre barriga de aluguel. 

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