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Bullying infantil: entenda como o problema pode afetar o desenvolvimento das crianças

Hoje é dia de combate ao bullying: a psicóloga Thais Zanin alerta para os principais sinais de comportamento a se ficar atento

Redação Papo de Mãe Publicado em 07/04/2022, às 06h00

É preciso combater o bullying
É preciso combater o bullying


​Prejudiciais a um desenvolvimento adequado das atividades em sala de aula e para a construção de um processo de aprendizado eficiente, o bullying infantil é uma prática que deve ser desencorajada por pais, professores e responsáveis todos os dias. Segundo a psicóloga Thaís Zanin, o problema vai além do contexto educacional, pois também causa danos psicológicos que podem transcorrer para a vida adulta e interferir nos relacionamentos pessoais e sociais.

A profissional explica que resolver a situação nunca deve depender apenas da criança, mas sim de um trabalho em conjunto entre escola e familiares. “O objetivo é fortalecer o desenvolvimento da autoestima da pessoa envolvida, para que ela reconheça seus pontos fortes e saiba como enfrentar as dificuldades. Aprender a lidar com essas características contribui para o aprimoramento como seres humanos. Algo válido em qualquer idade.”

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Zanin alerta para que especialmente os pais se mantenham atentos a alguns sinais que podem indicar que a criança está sofrendo com as consequências do bullying infantil, como a repentina falta de vontade de ir à escola ou de interesse em participar de atividades educacionais; queda nas notas e no rendimento escolar; e ansiedade ao falar sobre assuntos relacionados ao colégio.

bullying
Combate ao bullying

“Sono e apetite alterados, choro frequente, isolamento social, apatia e dificuldade de concentração, verbalização de insegurança, baixa autoestima e incapacidade, além de sinais físicos como o aparecimento de hematomas e machucados sem explicação também são aspectos importantes a serem observados”, comenta a psicóloga.

Dessa forma, Thais alerta que caso a criança ou o adolescente esteja sofrendo bullying, a orientação é de que os pais conversem com os filhos seriamente sobre o assunto e procurem a escola para que possam resolver a situação. “Além de consultar um profissional a fim de receber as orientações adequadas de como tratar as consequências do problema.”

Quem é Thais Zanin?

Formada pela Universidade Sagrado Coração em 2009, a psicóloga Thais Zanin, desde então, atua como terapeuta cognitiva comportamental, com um trabalho focado em crianças e adolescentes. Em 2020, também se especializou em Neuropsicologia pelo Instituto Albert Einstein a fim de complementar sua área de atuação com avaliações neuropsicológicas que possam auxiliar no tratamento de seus pacientes.

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