Papo de Mãe
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O papel de mães e pais diante dos riscos da Internet

É preciso impor limites para o uso da internet e isso tem que ser urgente. O risco de cyberbullying é real e a advogada Ana Paula Siqueira ressalta a importância do papel de mães e pais

Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita* Publicado em 26/04/2021, às 00h00

Pais, mães e escolas precisam estar atentos com o que as crianças acessam na internet
Pais, mães e escolas precisam estar atentos com o que as crianças acessam na internet

A função de mães e pais diante da extensa cultura de comunicação através de dispositivos conectados pela Internet é a de estabelecer limites e impedir a geração de problemas. Isso se faz, inclusive, por meio de técnicas de educação digital. E para que isso possa ser efetivo, sugiro que se entenda uma simplificação de um contexto extremamente vasto: a conexão da sociedade pela rede mundial de computadores através de programas comoa Internet foi o primeiro evento da história em que um conhecimento surge para as gerações ao mesmo tempo.

De certo modo, todos tivemos oportunidade de aprender como usar seus recursos ao mesmo tempo. Portanto, em princípio, não havia como mais velhos ensinarem mais novos.

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Após 25 anos desse marco, e na medida em que se constituem famílias da era da conexão, se faz necessário que os agora grandinhos, pais e mães, se reciclem e imponham uma educação digital aos seus filhos, em apoio às escolas. E isso, mesmo que eles próprios sejam fissurados pelas mídias sociais.

Os argumentos mais significativos para a postura é “desconfundir” acesso e educação digital. Deter recursos tecnológicos e saber usá-los não se confunde com a forma e, em diversos casos, contra quem usamos. Isso já é educação. Seja no tempo dos Jetsons ou agora com a nova Perdidos no Espaço, a relação da estrutura familiar mantém importância, mesmo que se queira apenas olhar para as fantasias.

Por isso, a interação com o mundo – inclusive via recursos digitais – deve ser feita sob supervisão permanente de pais e mães. Quando se abre mão disso – não importa sob quais pretextos – abre-se portas para níveis inaceitáveis de conflitos que descambam em cyberbullying e estupros virtuais, por exemplo.

Isso é de extrema importância porque escolas têm se preocupado cada vez com isso, pois são frentes de ação privilegiadas. Varas da Infância e da Juventude têm agendas apertadas por causa destes temas. Diante do quadro, o Congresso Nacional trabalhou e há legislação apontando regras para enfrentar a questão. Falta agora a comunhão mais abrangente de pais e mães para construção de convivência social melhor.

*Ana Paula Siqueira é responsável pelo programa jurídico educacional Proteja-se dos Prejuízos do Cyberbullying aplicado em escolas privadas do Estado de São Paulo e sócia fundadora do SLM Advogados

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