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Doenças reumáticas também podem surgir na infância ou na adolescência

Sociedade Paulista de Reumatologia alerta sobre a importância do diagnóstico de doenças reumáticas em crianças e adolescentes

Fernanda Fernandes* Publicado em 21/10/2021, às 14h52

O reumatismo infantil não é fatal, mas a falta de tratamento pode deixar sequelas graves
O reumatismo infantil não é fatal, mas a falta de tratamento pode deixar sequelas graves

Conhecidas popularmente como reumatismo, as doenças reumáticas representam um grupo de patologias que afetam o aparelho locomotor – articulações, ossos, músculos, cartilagens, tendões e ligamento.

Entre as patologias, as mais comuns são: a osteoporose, as tendinites, a febre reumática, a fibromialgia e a artrite reumatoide. 

Apesar de muitas pessoas acreditarem que as doenças reumáticas atingem apenas pessoas idosas, elas podem afetar pessoas de todas as faixas etárias, incluindo crianças e adolescentes.

Pensando nisso, no mês de outubro – considerado o mês da luta contra doenças reumáticas- a Sociedade Brasileira de Reumatologia realizou um estudo sobre o impacto dessas doenças na infância e na adolescência, apresentando dados relevantes e alertando sobre a importância do diagnóstico.

Doenças reumáticas na infância e adolescência

A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que pelo menos uma criança entre 500 seja afetada por uma doença reumática. De acordo com o estudo, a dor de crescimento - também chamada de dor de membros - é a mais comum, acometendo de 10 a 20% das crianças

A associação civil científica afirma que muitas doenças reumáticas acometem crianças e adolescentes, como: a febre reumática, as vasculites, o lúpus eritematoso juvenil, a dermatomiosite e as febres periódicas.

Porém, reforçam que o reumatismo infantil não é fatal, mas a falta de tratamento pode deixar sequelas graves, como perda de movimento em braços ou pernas, o que pode tornar a criança, de acordo com a evolução do quadro clínico, dependente.

E também alertam que, a artrite idiopática juvenil e as espondiloartropatias, por exemplo, são doenças crônicas que, na ausência do tratamento adequado, podem evoluir para deformidades osteoarticulares graves.

Sugestão: assista ao Papo de Mãe sobre as doenças que mais aparecem no primeiro ano de vida do bebê

Quando procurar o reumatologista pediatra?

Para detectar e realizar o tratamento precoce, é de extrema importância a avaliação de um especialista, como o reumatologista pediatra. Dessa forma, é possível evitar danos permanentes e impedir a progressão da doença nas crianças e adolescentes.

O primeiro passo para saber se tem a necessidade de procurar o reumatologista pediatra, é observar se a criança começa a apresentar dificuldade para realizar atividades do dia a dia, como por exemplo: lavar o cabelo, escrever, brincar e praticar exercícios. A febre prolongada e recorrente, ou febre sem sinais de infecção também são sintomas que servem de alerta.

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Além disso, o inchaço das articulações, queixas de dor, rigidez, manchas na pele, mãos ou pés gelados que mudam de cor - branco, vermelho ou azulado - devido ao fenômeno de Raynaud, dermatites e alergias que não melhoram com o tratamento, também são sinais que devem ser analisados por um profissional.

Geralmente, o tratamento inclui o uso de anti-inflamatórios e antibióticos, e deve ser feito com acompanhamento multiprofissional.

Segundo a reumatologista pediatra Daniela Piotto, se a criança deixa de brincar e pular, ou anda com dificuldade, é preciso procurar por um médico, pois o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso no tratamento. Ela também reforça para os pais ficarem atento aos sinais, “Não ache que é preguiça ou ‘manha’ ”.

*Fernanda Fernandes é repórter do Papo de Mãe

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