Papo de Mãe
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Em tempos de crise: educação financeira para as crianças até nas idas ao supermercado. Veja as dicas

Roberta Manreza Publicado em 07/10/2016, às 00h00 - Atualizado às 07h37

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7 de outubro de 2016


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Por Silvia Baum Ludmer*, economista e consultora de educação financeira

Sem dúvida, é possível fazer de uma simples ida ao supermercado para repor o que falta na dispensa um passeio familiar divertido e educativo.

Uma criança com dois, três anos já vai ao supermercado com a família. Com certeza, brinca mais do que presta atenção às compras, mas é importante que isso já implique o reconhecimento do local. Ver a mãe olhando os preços nas gôndolas, buscando a validade nos produtos no fundo das prateleiras ou lendo os rótulos já vai servindo de lição de como o consumidor atento deve proceder – o exemplo ensina mais do que qualquer aula teórica.

Aos quatro, cinco anos, porém, ir ao supermercado já pode ter um quê de educação financeira. Um bom exercício pode ser fazer duas listas de produtos a serem comprados: uma fica com um dos pais e a outra com o cônjuge e a criança. O jogo é um contra dois e ganha quem encontra todos os itens primeiro, numa espécie de caça ao tesouro que vira caça ao açúcar, ao arroz, às balinhas.  Assim, a criança aprende que não há tempo – nem disposição – de incluir produtos fora da lista e desnecessários – ponto positivo para a economia! Além disso, brincar no supermercado também faz com que os pequenos aprendam que alimentos, produtos de higiene e limpeza têm um custo, precisam ser repostos, que é necessário levar uma lista do que está faltando, que os produtos têm preços e marcas diferentes e são vendidos em pacotes grandes ou pequenos e estão em gôndolas, dispostos de uma maneira organizada.

Lá pelos sete, oito anos, as crianças começam a aprender os números e as grandezas. Mais uma inovação: “Filho, o que custa mais caro? Doze ovos ou um pacote de salgadinhos? Quanto custa o leite? O que dá para comprar com 10 reais? E com 20 reais? Quem consegue encontrar todos os produtos da lista e gastar no máximo 150 reais?”.

Daí em diante, a educação financeira no supermercado pode ser calcada em desafios:

– Eu quero esse pote de batatas marca tal (aquelas importadas)!

– Filho, você prefere um pote dessa marca ou aqueles quatro pacotes de batata frita nacional?

Ao final, um programa em geral chato – fazer supermercado – com um pouco de criatividade pode se tronar divertido e educativo.

*Silvia Baum Ludmer, economista e consultora do programa de educação financeira Vida Investe, da Funcesp, sobre educação financeira infantil.

 Assista ao programa Papo de Mãe sobre Orçamento Doméstico:

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