Papo de Mãe
Papo de Mãe

MÃES BLOGUEIRAS: Relato de telespectadora!

pmadmin Publicado em 25/08/2011, às 00h00 - Atualizado em 19/09/2014, às 19h44

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25 de agosto de 2011


Muito prazer! Sou Marcella Stelle, 24 anos, casada, de Curitiba-PR e mãe da princesa Sophia, hoje com dois anos e meio.

Soube que estava grávida através da minha mãe. Ela desconfiou, não sei se pelo corpo que havia mudado, pelo humor bastante alterado ou pelo simples fato de que as mães sabem de tudo. O que importa é que ela desconfiou, me comprou um teste daqueles de farmácia (e reclamou do preço), mandou eu fazer na hora. Foram os cinco minutos mais demorados da minha vida. Se não tivesse um relógio marcando os cinco minutos bem na minha frente poderia jurar de foram 21 anos que passaram. Ali, naquele espaço de tempo tudo passou pela minha cabeça, afinal, me via com 21 anos, namorando, cursando segundo ano da faculdade de jornalismo, sem a menor idéia do que viria acontecer se a segunda listra definitivamente aparecesse naquele pedacinho de papel… E ela apareceu. Eu estava grávida! Não era hora de questionar o “Quem? Quando? O quê? Como? Onde? Por quê?”, era hora de respirar fundo, tirar não sei da onde responsabilidade, força e maturidade para dizer “eu sou mãe”. Só sei que foi assim. Me vi ligando naquele mesmo momento para meu namorado, o pai da criança, e dando a notícia “Amor, to grávida!”. O que me bastou foi que no mesmo momento ele falou “Tudo bem. Eu sabia. Estamos juntos”. Por um momento questionei “Como assim sabia? Se sabia por que não me avisou?!?”, mas no fundo, o mais importante naquele momento foi saber que ele estaria comigo. Era uma quarta-feira, mais exatamente 29 de outubro. O dia estava chuvoso na capital paranaense. Na época, trabalhava com minha mãe, ela é dentista. Desmarcamos todos os pacientes e fomos ao shopping. Foi o dia mais difícil da minha vida. Não sabia no que pensar. Não sabia para o que olhar. Não sabia o que fazer. Afinal de contas, poucas coisas eu poderia fazer. Embora fosse um “erro”, não tinha como voltar atrás. Estava feito. Toda ação tem uma reação. Não é questão de física, é a vida. Agora era hora de olhar para a frente. Naquela mesma semana, na sexta-feira fui fazer uma ecografia para ter certeza da gravidez. Eu estava grávida de quatro meses. Eu havia descoberto há dois dias. Grávida de uma menina. Meu mundo caiu! Meu pai não me olhou nos olhos, muito menos na barriga até o inicio do outro ano. Minha sogra me culpou porque EU não tomava pílula. Precisei “escolher” entre continuar a faculdade ou fazer o enxoval da minha filha. Optei pelo enxoval. Tranquei a faculdade, trabalhei até o dia anterior ao nascimento da minha filha. Não me casei com o namorado, mas optamos por morar juntos. Minha pequena princesa nasceu no dia 06 de fevereiro de 2009, com 50 cm e 3,495kg. Não era o bebê mais lindo da maternidade. Passei 40 dias morando na casa dos meus pais, meu namorado dormia algumas noites lá conosco, outras na nossa futura casa com a mãe dele. Ela nos “presenteou” com a casa, mas não queria sair. Me tornei mãe, esposa, dona de casa de uma só vez. Não houve tempo de experiência. Foi tudo junto e bem misturado.Com todas essas experiências, me vi na necessidade de fazer a minha parte nesse mundo. Queria fazer a diferença para uma pessoa que fosse. Decidi fazer um blog compartilhando a minha vida. Não queria dar dicas, conselhos ou falsas idéias de uma maternidade plena e tranquila. Quando foi em fevereiro de 2011 eu criei o blog, o Mon Maternité. Me senti o “gás da Coca-Cola”, afinal, uma super idéia, super diferente. Nunca havia pesquisado nada na internet sobre maternidade, se havia blogs ou sites sobre esse tipo de assunto. Depois que criei, decidi procurar e achei muitos, vários, centenas de milhares de blogs. E tem até nome “blogosfera materna”. E eu me senti mais uma no meio da multidão. Li alguns, uns gostei, outros odiei. Mas desanimei, afinal, quem iria me achar no meio de tantos blogs TOPs sobre maternidade. Tantos seguidores, tantos sorteios, tantos parceiros. Tantos, e eu era só um. Mas recebi uma benção de Deus. E as pessoas foram aparecendo. Não sei como, nem por onde, nem quem, nem por que, eu sei que fui adquirindo seguidores, leitores, visitantes, parceiros, amigas. Já recebi email perguntando coisa que jamais imaginei responder. Já recebi email de mães que se sentem acolhidas pelas minhas palavras. Já recebi email de mulheres que não são mães, mas me lêem porque descobriram o sentimento da maternidade pelas minhas palavras. Quer maior presente do que esse!? Choro só de lembrar…Hoje meu blog é como um filho. Um filho que precisa ser cuidado, estar sempre de olho aberto, e é preciso sempre estar regando, como um frutinho. Eu plantei minha história, só queria poder ajudar uma única pessoa. Rego com muitas palavras de carinho, de sinceridade e honestidade. Tenho colhido muitas amizades. Essa é a minha história, da minha maternidade e do Mon Maternité!www.monmaternite.blogspot.com /maternite@live.com


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