Papo de Mãe
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Inclusão: Será que todos somos iguais?

A educação de todos será inclusiva para promover igualdade de condições, aceitação dar valor ao diferente.

Roberta Manreza Publicado em 28/11/2020, às 00h00 - Atualizado em 30/11/2020, às 13h50

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28 de novembro de 2020


A sociedade está acordando para esse fato de que a inclusão é primordial e deve ser um processo natural.

O ser humano foi talhado para viver em grupo, desde o início das civilizações reuniam-se em pequenos núcleos sociais para decisões e ações relacionadas à sobrevivência.

No início, a formação desses núcleos era quase que espontânea para suprir as necessidades momentâneas e aos poucos foram modificadas com a formação das famílias mais restritas e pequenos grupos sociais.

A primordialidade do homem de lutar pela sobrevivência mostrou que existe a dificuldade de não conseguir viver só, e, sim em grupos para suprir o desejo de pertencer, ser incluído, trocar experiências e ideias.

Nas sociedades mais antigas e talvez até atuais essa necessidade de inclusão existiu, mas nem sempre foi respeitada ou entendida como tal. Deveria ser algo inerente ao homem e não ter a imposição de ser discutida para ser aceita.

Por outro lado, percebemos que enfim a sociedade está acordando para esse fato de que a inclusão é primordial e deve ser um processo natural. Para que isso aconteça, precisamos ensinar aos nossos descendentes, desde cedo, que todos somos iguais e que devemos, como seres humanos, ser capazes de aprender e conviver socialmente, desde que nos seja dada a oportunidade de mostrar e desenvolver nossas habilidades, capacidades e vontades.

A inclusão não foi aceita de pronto, as pessoas com algum tipo de restrição, dificuldade ou deficiência, simplesmente, eram deixadas de lado, escondidas. Hoje, felizmente, estamos num processo de interação, integração e oportunização constante para inseri-las na sociedade com todos os seus direitos.

Este é um processo em que todos devem estar empenhados com sintonia, reciprocidade, atenção e foco com o único objetivo de atender ao indivíduo que será inserido em algum núcleo social.

Somente com muita atenção, dedicação e paciência, os envolvidos na inclusão obterão o resultado tão almejado ao colherem os frutos desse trabalho que dará novas possibilidades e um mundo novo para aqueles que o seguirem.

A determinação, de ambas as partes, é um fator primordial para o sucesso. As pessoas envolvidas e defensoras da inclusão são o carro-chefe para preparar novos interessados em divulgar e aprender como inserir esses indivíduos de forma que não se sintam diferentes, mas que sejam integrados com naturalidade, mesmo que suas dificuldades sejam mais severas. Para que isso ocorra, precisamos de cursos preparatórios para ensinar como agir e dar lugar para esses indivíduos na nossa sociedade.

É claro, que não será um processo rápido, porque a sociedade não está, ainda, preparada para receber essas instruções, todos temos que aprender como.

O propósito principal será integrar o indivíduo à família e esta na sociedade, mudando o pensamento da sociedade atual. A educação de todos será inclusiva para promover igualdade de condições, aceitação dar valor ao diferente.

O que é bom e positivo no momento é que já temos muitos envolvidos em movimentos pró-inclusão buscando conhecimento, estratégias para desenvolver com sucesso técnicas pedagógicas e socioemocionais para todos que estão lidando com o desenvolvimento  de pessoas diferentes com algum tipo de dificuldade para alcançar o seu objetivo que é o progresso e integração no social da melhor forma, porque todos aprendem, cada um a seu modo e tempo.

Quando preparamos as pessoas que cuidam de indivíduos com algum tipo de deficiência ou dificuldade estamos proporcionando qualidade de vida para elas, porque sentem-se protegidas e orientadas dando um alento para o seu emocional, de que realmente conseguem dar conta de colocar em prática o que aprenderam e a felicidade de ver o seu dependente progredindo.

Ao verem o resultado de sua dedicação, todos os envolvidos, pais, professores, terapeutas, sentem-se com a sensação de missão cumprida com sucesso e alegria ao perceberem que os primeiros passos dados chegaram a um resultado que transformou o indivíduo, a família, a escola, os núcleos sociais mais próximos e porque não a sociedade.

São toques pequenos que se transformam em tsunamis arrasadores, mas de forma rica e positiva, porque desenvolvemos e demos voz àqueles que viviam à sombra.

Sigamos em frente nessa busca constante do conhecimento e do enriquecimento da sociedade, com seus princípios básicos alcançados.

“Todos devem ser iguais”

Por Profa. Sylvania Kabiljo,  professora, palestrante, especializada em TDAH, distúrbios de aprendizagem e alfabetização pela neurociência. Graduada pela Universidade de São Paulo.

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