Papo de Mãe
Papo de Mãe

A decisão sobre amamentar é da mãe, mas ela precisa estar bem informada

É a mãe que define, após estar informada adequadamente, se ela quer ou não amamentar.

Roberta Manreza Publicado em 02/03/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h33

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2 de março de 2021


Como saber se você está sob os cuidados de um profissional da saúde que apoia a amamentação?  Veja 11 dicas. 

Por Dr.  Moises Chencinski*

Mães são bombardeadas diariamente… não, não… vamos de novo.

Mães são bombardeadas “minutamente” … assim fica melhor… sobre a melhor maneira de criar, cuidar, alimentar, adormecer, desfraldar, desmamar, educar… e a lista não termina… seus filhos.

E, logicamente, cada “dica” vem como a única verdade verdadeira.

E não há razão para acreditar, na imensa maioria das vezes, que essas interações não tenham boas intenções.

A proposta é ajudar

Mas, será que uma mãe precisa de ajuda? De palpites? De dicas? Do que será que uma mãe precisa?

Que tal perguntar a ela?

Mas esse texto vai abordar, hoje, a amamentação.

É a mãe que define, após estar informada adequadamente, se ela quer ou não amamentar.

E, qualquer que seja essa decisão, os profissionais de saúde capacitados, habilitados, éticos devem acolher o desejo dessa mãe.

Partindo do princípio que essa mãe queira amamentar, o que ela deve fazer? Procurar profissionais de saúde que a escutem, a apoiem, que lhes dê segurança.

Mesmo com todos os cuidados, e mesmo que esses profissionais possam parecer “os escolhidos”, há alguns sinais que podem indicar ou sugerir que, talvez, valha a pena repensar.

Essas informações são baseadas em um texto do pediatra Jack Newman, publicado em 2005, em um boletim informativo da Rede IBFAN América Latina.

  1. Ele dá a você fórmulas ou amostras de literatura de uma empresa de comida para bebês quando você está grávida ou depois de ter seu bebê.
  2. Ele diz que amamentar e dar mamadeira são essencialmente a mesma coisa.
  3. Ele diz que a fórmula X é a melhor.
  4. Ele diz que não é necessário amamentar o bebê imediatamente após o nascimento porque você está (estará) cansada e provavelmente o bebê não está interessado de qualquer maneira.
  5. Ele diz que não existe confusão de bicos e que você deve começar a alimentar seus bebês com mamadeira cedo para ter certeza de que eles aceitam o bico da mamadeira.
  6. Ele diz que você deve parar de amamentar porque você ou seu bebê estão doentes, ou porque você vai tomar remédios ou fazer um exame médico.
  7. Ele fica surpreso ao saber que você ainda está amamentando seu bebê de 6 meses.
  8. Diz que não adianta amamentar o bebê com 6 meses ou mais.
  9. Ele diz que você nunca deve deixar seu bebê dormir no peito.
  10. Ele diz que você não deve ficar no hospital para amamentar seu filho doente porque é importante descansar em casa.

E uma dica que é minha, para todas as mães, para complementar essa lista:

– Sigam sempre seu coração.

Sabe aquela história que coração de mãe nunca se engana?

Acredite em você.

*Dr.  Moises Chencinski , pediatra e homeopata.

Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016 / 2019 – 2019 / 2021).
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (2016 / 2019 – 2019 / 2021).
Autor dos livros HOMEOPATIA mais simples que parece, GERAR E NASCER um canto de amor e aconchego, É MAMÍFERO QUE FALA, NÉ? e Dicionário Amamentês-Português
Editor do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo.
Criador do Movimento Eu Apoio leite Materno.

Veja também:

AMAMENTAÇÃO – Como se preparar para amamentar?

5 mitos sobre amamentação

Filme ‘De Peito Aberto’ ressalta a importância da amamentação




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