Papo de Mãe
Papo de Mãe

Mãe superprotetora prejudica autonomia do filho

Roberta Manreza Publicado em 28/07/2017, às 00h00

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28 de julho de 2017


Imagem: Getty

Por Sandra Braga, Orientadora Educacional

Supervisão na vida da criança é necessária, mas a mediação, somente quando ela não resolveu o problema

Fazer a tarefa de casa e amarrar o cadarço do tênis do filho são alguns exemplos de atitudes de mães que exercem um cuidado excessivo na vida da criança. A metáfora utilizada para este comportamento é mãe “helicóptero”, aquela que sempre “paira” sobre a vida do filho e está a postos para solucionar qualquer adversidade, não deixando com que ele mesmo o faça. Mas, proteger demais pode prejudicar a criança?

A orientação educacional do Colégio Franciscano Pio XII, instituição de educação localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo, trabalha a questão da intervenção exagerada na vida do filho com as famílias, dando indicações e sugestões que levem a criança à autonomia. “Pais e responsáveis devem deixar que o filho vivencie as dificuldades. Fazer tudo por ele faz com que ele não aprenda a trabalhar com a resolução de conflitos, essencial para sua formação integral”, diz Sandra Braga, Orientadora Educacional do Ensino Fundamental II do Colégio.

“Algumas mães têm o ímpeto de proteger o filho de todos os perigos, erros, decepções e tudo o que for negativo à vida dele. A ideia é acompanhar a vida da criança, ser a mãe “submarino”, que só “submerge” quando for preciso. A supervisão é necessária, mas a intervenção, somente quando ele não resolveu o problema”, explica Sandra.

Quando há um conflito com o aluno na escola, a tendência da família superprotetora é defender o filho e manifestar que a penitência da escola é muito dura. “Vemos o quanto eles querem evitar o sofrimento do filho. Orientamos então a olhar o problema, mostrar para a criança onde ela errou e quais são as consequências, tudo feito em parceria com a família”, comenta Sandra.

Por fim, a orientadora destaca que pais, mães e responsáveis não intervenham até que o filho consiga resolver. “Tudo isso começa na infância, como por exemplo, não fazer a tarefa, não se meter no Whats App, não ligar para a mãe do amigo, não comprar o tênis com velcro para que ele não tenha de amarrar, não carregar a mala para que ele não carregue peso. É preciso soltar a rédea para ver como ele se comporta. São estes pequenos detalhes que fazem parte da construção da inteligência emocional da criança para que ela viva e resolva conflitos”, finaliza.

O Colégio Franciscano Pio XII foi fundado em 1954 com o compromisso educacional conduzido pela filosofia franciscana. Há mais de 60 anos forma gerações com o diferencial de educação em constante diálogo entre o conhecimento acadêmico e a formação humana, entendendo o educando como agente de transformação social, que atua em prol do fortalecimento de um mundo justo e fraterno.



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