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Vacinação contra a Covid-19: como gestantes e puérperas devem proceder

A ginecologista Ligia Santos reforça a importância da vacinação em gestantes e puérperas e tira algumas dúvidas comuns sobre a vacina na gestação

Fernanda Fernandes* Publicado em 16/02/2022, às 07h34 - Atualizado às 12h00

Dra. Ligia Santos, colunista do Papo de Mãe
Dra. Ligia Santos, colunista do Papo de Mãe

Em 2022, terceiro ano de pandemia de Covid-19, ainda tem muitas pessoas com dúvidas a respeito da vacina, mas apesar de ser natural o aparecimento de questionamentos, é preciso sempre estar alerta. Pensando nisso, a ginecologista e obstetra Ligia Santos explica em vídeo o porque é essencial gestantes e puérperas, principalmente até 45 dias pós-parto, não terem medo de se vacinarem.

A médica inicia sua explicação com uma analogia, dizendo para as pessoas compararem o seu corpo com uma mansão, com muitas qualidades e pertences. Por apresentar muitos benefícios essa propriedade conquista muita atenção, de pessoas com admiração e também de bandidos querendo pegar o que ela possui. Com o objetivo de se proteger, a mansão conta com uma equipe de segurança muito boa, mas não perfeita, sendo assim, eventualmente podem ocorrer algumas falhas.

Um dia a equipe informa que entrou um ladrão na casa, não era um indivíduo muito perigoso, mas entrou, e isso fez com que a equipe prestasse mais atenção em pessoas com o mesmo perfil que ele, e desenvolvesse um novo sistema de alerta que até aquele momento não existia.

Esse ladrão é a vacina, ela não tem potencial de fazer mal como a doença, mas faz com que seu sistema imune fique alerta e preste atenção nesse vírus que está circulando” conclui Ligia.

Assista ao vídeo completo:

No começo da pandemia se acreditava que apenas algumas pessoas tinham um risco de morrer e sofrer com a Covid, por isso focou-se muito nos idosos. Mas com o passar do tempo foram percebendo que outras pessoas também deveriam fazer parte do grupo de risco, entre elas gestantes e puérperas, principalmente aquelas até 45 dias pós-parto.

Ligia comenta que através de estudos perceberam que esse grupo tinha 5% mais chance de morrer de complicações de Covid do que a população em geral. Também observarem que a Covid provoca muitas complicações nas gestantes, principalmente no terceiro trimestre, e nas mulheres que acabaram de ter filhos.

Outra questão é que, além das alterações imunológicas que podem acontecer na gestação, e são normais, algumas alterações fisiológicas da gravidez são muito semelhantes aos sintomas da Covid, e assim quando a gestante vai procurar ajuda o pulmão já está muito comprometido e a situação já está grave. Por esse fato, a ginecologista reforça que é importante estar alerta logo nos primeiros sinais e fazer o teste para poder ter um tratamento adequado.

Mesmo com esses dados, muitas mulheres ainda têm medo de tomar a vacina. Ligia explica que é preciso valorizar a vacinação contra a Covid, pois houve uma mobilização muito grande por parte da comunidade científica. Embora pareça que ocorreu de forma acelerada, as vacinas foram produzidas rapidamente, pois tinham cientistas muito focados, dinheiro do governo e esforço de indústrias.

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Outro fator importante dito ao longo do vídeo é que as vacinas que têm vetor viral não são seguranças o suficiente para serem aplicadas em gestantes, então essas vacinas não são utilizadas.

O que nós sabemos é que as vacinas da Pfizer e da Coronavac que não tem vetor viral são seguras na gestação, as outras pode ser que venham a ser aplicadas, mas enquanto isso aquelas que estão liberadas se tem segurança suficiente de diversas agências governamentais e você pode tomar que não irá te prejudicar” afirma a Dra. Ligia.

Também vale ressaltar que os anticorpos produzidos por conta da vacina passam através da placenta, e até onde se sabe não tem chances de o bebê nascer com Covid. Mas esse bebê que não vai poder se vacinar vai se proteger por meio da mãe, através dos anticorpos que foram produzidos com a vacina tomada por ela.

Em relação aos efeitos colaterais a médica comenta que podem aparecer, como em qualquer outra pessoa. Mas acrescenta dizendo:

Todos esses efeitos colaterais são infinitamente melhores do que você ter Covid grave, trombose ou sequelas da Covid”.

Por fim, Ligia reforça para as mães não terem medo, pois as vacinas que são liberadas pelo Ministério da Saúde são seguras para as gestantes, e ao tomar a grávida está se protegendo de pegar Covid e também protegendo o seu bebê de nascer prematuro.

*Fernanda Fernandes é repórter do Papo de Mãe

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