Papo de Mãe
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 “Terrible Twos”: Saiba o que esperar da adolescência do bebê 

Roberta Manreza Publicado em 15/11/2017, às 00h00 - Atualizado às 10h24

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15 de novembro de 2017


Por Dr. Jorge Guberman*, pediatra e neonatologista
Segundo especialistas, momentos de teimosia, mau-humor e birras, podem se tornar mais frequentes nesse período
De repente, aquele bebê que até então era calmo e tranquilo, começa a dar trabalho. Coisas simples da rotina se tornam motivos para crises de choro intermináveis. Esses são sinais de que a adolescência do bebê está chegando. O período, também conhecido por “Terrible Twos” ou “Terríveis Dois Anos”, em tradução literal, ocorre a partir dos 18 meses e pode perdurar até os três anos da criança, quando ela passa a se reconhecer como indivíduo diferente dos pais, com desejos e vontades próprias.

Dr. Jorge Huberman, pediatra e neonatologista, explica que este é um momento de alterações fisiológicas no bebê que justificam esses sintomas. “A partir dessa idade, o cérebro do pequeno passa por um desenvolvimento abrupto fazendo com que ele passe a organizar pensamentos de forma lógica e ganhe competência linguística para expressar suas vontades. Apesar disso, ele ainda não tem a maturidade para entender que nem sempre os seus desejos e frustrações serão atendidos. É essa dificuldade que acaba gerando os conflitos”.

Na adolescência do bebê, alguns comportamentos típicos se tornam cada vez mais frequentes, conforme detalha o especialista. “Irritação, mau-humor, birras e negação de ordens simples que a criança fazia antes sem problemas são comportamentos naturais nesse período. Pode ser, por exemplo, que o pequeno se torne mais seletivo e se recuse a comer uma comida que ele sempre adorou. Alterações na qualidade do sono e agitação noturna também são comuns.”

Para Dr. Huberman, esse é um momento em que a educação da criança realmente começa e exige preparação e paciência dos pais. “Não adianta tentar conversar com o filho durante as crises de choro. O ideal é apenas contê-la e aguardar que ela se acalme, para depois explicar que este não é o comportamento correto. Tentar levar as coisas para o lado lúdico pode ajudar a facilitar momentos difíceis nessa época, como a hora do banho ou da refeição”, ensina.

*Dr. Jorge Guberman é pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e do Instituto Saúde Plena.



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