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Surto de mão-pé-boca nas creches: o que é a doença e como se prevenir

Conversamos com a Dra. Ana Escobar para entender os principais sinais da doença mão-pé-boca, que pode contaminar crianças e pais

Redação Papo de Mãe Publicado em 16/09/2021, às 15h14

mão-pé-boca: vírus infantil comum que causa feridas na boca e erupções nas mãos e nos pés
mão-pé-boca: vírus infantil comum que causa feridas na boca e erupções nas mãos e nos pés

Febre, mal-estar, manchas nas palmas das mãos e nos pés: esses são sintomas clássicos da doença mão-pé-boca, comum entre crianças pequenas. Recentemente o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) do Rio Grande do Sul registrou pelo menos 21 surtos em escolas e creches de 11 cidades do estado. Isso tem preocupado pais e educadores.

Para entender o que é a doença, e principalmente, como evitá-la, o Papo de Mãe conversou com a médica pediatra Ana Escobar, que contou mais sobre os sinais do vírus e como agir em casos de surtos de mão-pé-boca, como tem acontecido no estado gaúcho.

O que é a doença mão-pé-boca?

Segundo explica a Dra.Ana,  a doença é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie, que se propaga em gotículas de saliva ou pelo ar, assim como o coronavírus. "É uma doença benigna, que, em geral possui uma boa evolução, por isso até hoje não foi criado uma vacina. É um vírus bastante contagioso, mas passageiro", afirma.

A doença costuma ser mais comum em crianças, especialmente pela forma de transmissão – a constante "mão na boca" e contato com diversos objetos e outras crianças, que geralmente os pequenos acabam tendo nas escolinhas, torna este público um "alvo fácil".  No entanto, isso não quer dizer que adultos não possam pegar: normalmente os pais acabam sendo contaminados também, mas isso não é uma regra. 

"Adultos que já tiveram a doença quando crianças costumam ter uma resistência maior quando o filho pega o vírus", explica Ana Escobar.

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Quais são os principais sintomas e ciclo do vírus no corpo? 

Não é por acaso que a doença se chama mão-pé-boca, isso porque ela faz com que essas três partes do corpo apresentem lesões físicas, mas apesar disso, nem sempre o paciente possui todas elas. Segundo ela, isso costuma variar.

"Primeiro começa com uma febre alta, e depois de mais ou menos 24 horas, começam a aparecer lesões brancas na região da boca, podendo ser na língua, gengiva ou bochechas. É semelhante à estomatite, muitos pais confundem. Isso atrapalha a alimentação da criança", alerta.

Após os sinais bucais, é muito comum que manchas vermelhas apareçam na palma da mão e na planta do pé. "Podem aparecer no bumbum, nas pernas e em outras partes do corpo também", complementa a especialista.

Dra. Ana Escobar afirma que o ciclo da doença em crianças geralmente costuma aparecer e passar rápido, entre 3 a 5 dias. Já para os adultos, esse ciclo se estende e pode levar até uma semana.

"A gente costuma brincar dizendo que doença de criança é boa pra criança. Os adultos geralmente possuem sintomas prolongados. Essa, em especial, cura espontaneamente e não há remédio ou tratamento", aponta.

Ana Escobar ainda faz um alerta importante para os pais e cuidadores: não é porque a criança já teve mão-pé-boca que ela não terá mais. Por ser um vírus, existem diversos tipos de cepas.

Tem com o prevenir?


A médica afirma que é preciso estar atento aos sinais, porque geralmente eles aparecem. "Para evitar tem algumas coisas que podem ser feitas, como, por exemplo, higienizar os brinquedos das crianças, evitar contato próximo com crianças contaminadas, lavar bem as mãos e também ficar de olho nas coisas que a criança leva na boca", diz ela.

Em casos de surtos de mão-pé-boca, é necessário que crianças contaminadas fiquem em casa. "É algo que a gente sempre ressalta: nunca levar a criança doente para escola! No começo não se sabe se trata de uma doença tranquila ou mais séria, por isso é necessário consultar um pediatra", alerta.

Dra. Ana Escobar também explica que em algumas épocas do ano, os vírus costumam se proliferar mais, como nos casos das trocas de estações. "Nessa época de mudança de estação a temperatura fica agradável para eles, e no ambiente comunitário, passa facilmente pela saliva", conclui.


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