Papo de Mãe
Papo de Mãe

S.O.S PAPO DE MÃE + RECADO IMPORTANTE

pmadmin Publicado em 13/02/2012, às 00h00 - Atualizado em 19/09/2014, às 19h37

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13 de fevereiro de 2012


Olá, pessoal!O tema do programa de ontem foi “brigas na escola“, que também será o tema do nosso blog até o final da semana. PORÉM, antes de darmos início às postagens referentes a este tema, temos um “SOS PAPO DE MÃE” para publicar.

Para quem ainda não sabe como funciona o “SOS” é assim: o telespectador manda sua pergunta pertinente ao tema que nós abordamos no programa e nós encaminhamos esta pergunta ao especialista que participou. As perguntas selecionadas são publicadas aqui no blog, preservando-se a identidade da pessoa. O e-mail para enviar perguntas é o sos@papodemae.com.br.

Hoje temos quatro perguntas. As duas primeiras quem as responde é a Dra. Ana Paula Maia, psiquiatra do Programa de Transtornos Afetivos na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP e que já esteve presente no Papo de Mãe em duas ocasiões: no programa sobre “filhos Rebeldes” e no programa sobre “birra”.

As últimas duas perguntas quem responde é a fonoaudióloga Leny Kyrillos, especialista em voz, que participou como convidada no programa sobre “distúrbios da voz e da fala”, exibido no dia 05.02.2012.

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC)Pergunta:Oi, tenho um filho adolescente de 13 anos. Ele está com TOC. Gostaria que a psiquiatra falasse sobre esse transtorno. Ele está em tratamento com uma psiquiatra. Isso tem causado muito sofrimento pra ele e para toda a família, pois, às vezes,  não sabemos como lidar com ele.

Ana Paula Maia
Dra Ana Paula:O Transtorno Obsessivo Compulsivo atinge 2% da população, muitas vezes, tem início na infância e na adolescência. No TOC, as obsessões e compulsões (pensamentos e comportamentos repetitivos) não têm a menor lógica ou sentido, mas a pessoa sente-se obrigada a pensar/fazer determinados rituais. A causa é incerta, mas tem base neurobiológica, há componente genético e ninguém cria no filho o TOC (ou seja, não precisa sentir-se culpada, pois não faz sentido). Naturalmente, (sem tratamento algum), há períodos de piora e outros de melhora dos sintomas, assim como a troca deles. As pessoas com TOC, no geral, não tem nenhum comprometimento cognitivo (são inteligentes), pelo contrário, costumam ser espertas e perspicazes. O tratamento mais indicado até este momento é medicação (geralmente, antidepressivos, estes não causam dependência, não prejudicam o crescimento dos adolescentes) e terapia (principalmente TCC-terapia cognitivo-comportamental). Também há estudos promissores com estimulação magnética transcraniana. Durante o tratamento, o qual é longo, o importante é acolher seu filho, legitimar que os sintomas não fazem sentido, mas entender que ele não faz por opção. Então, não adiantará dizer-lhe para parar. Outro ponto é os familiares não ritualizarem com ele, mesmo que isto, inicialmente, cause angústia para todos. Há um site e um livro bem interessantes e que podem ajudar ele e sua família a se informar mais e compartilhar experiências: http://www.astoc.org.br; Medos Dúvidas e Manias, Editora Artmed. Abraços.

BIRRA

Pergunta:Tenho uma filha de 1 ano e meio.  Ela fica na creche durante o dia, então só a vejo de manhã e à tarde, quando chego do serviço. Eu e meu esposo brincamos muito com ela, conversamos, mas, às vezes,  ela fica nervosa. Quando não a deixamos  fazer algo que ela quer, ela começar a morder quem está perto, ou se morde, belisca ela mesma ou quem deu a bronca, faz birra e se joga no chão. Na creche, me disseram que ela não faz isso, que é super comportada, vez ou outra unha alguma criança. O que devo fazer?

Dra Ana Paula:  Sua filha com esta idade acabou de aprender minimamente a palavra “NÃO” e o quanto isto é importante nas relações sociais. Também está iniciando um processo de independência, o qual inclui andar com firmeza, falar, ficar envergonhada se repreendida e suportar períodos mais ou menos breves longe dos pais (principalmente da mãe). Parece que estes “ataques”  (vamos chamar assim) são uma mistura de raiva e frustração por não conseguir impor sua vontade, pelo seu “não” ser mais fraco do que o dos pais e até mesmo para expressar que não ficou satisfeita em estar longe de vocês. Quando ela chega da escola (caso isto já não exista) é importante saber como foi lá (não espere nada muito elaborado de resposta) e brincar com ela, mas não até ela esgotar, e sim por um período, pois ela precisará se alimentar e ter o ritual do sono assim como vocês. Por vezes, isto basta. Nos momentos em que ela tiver estes “ataques”, perceba se é melhor somente permanecer ao lado até ela se acalmar e depois conversar que não é bom ela se morder e se beliscar ou machucar os outros, por mais que ela fique brava e com raiva (algo que ela pode e deve ficar algumas vezes) ou intervir (segurando-a mesmo) para evitar riscos, esperar acalmar e conversar. Abraços.
ATRASO DA FALA

Pergunta:Olá meninas! Falei pra mim mesma que não poderia perder o programa Papo de Mãe sobre os problemas da voz, mas perdi e não me conformei ainda… Tenho um filhote de 2 aninhos que não fala ainda, quer dizer, ele fala a linguagem dele (blábláblá), que a gente não entende nada. Ele passou por todos os “tatás”, “dadas”, “mámás”, etc…, aponta tudo que quer, faz birra e fala essa linguagem diferente.  Estou começando na fono e já fiz audiometria. Gostaria de saber se teve algum caso parecido no programa e que teve sucesso posterior e se a fonoaudióloga que esteve presente falou sobre isso. Estou um misto de ansiedade e preocupação referente a isso, mas estou acompanhando e seguindo as orientações da pediatra.

Leny Kyrillos
Dra Leny Kyrillos: Olá! Falamos sobre isso, sim! Aos 2 anos é esperado que a criança já seja capaz de usar pequenas frases. Ela deve demonstrar intenção em se comunicar, e ser reforçada todas as vezes que isso acontecer. É importante descartar qualquer problema auditivo! Você deve conversar bastante com ela, brincar com músicas, sons de animais… Deve descrever tudo o que faz com ela (ex: no banho, falar: “vamos lavar a barriguinha, vamos molhar a cabeça…) e devolver o padrão correto quando ela falar, sem corrigir, ou seja, falar o correto em seguida (ex: mama… Ah, você quer o seu leite agora?). O importante é que ela está sendo acompanhada por um profissional, e que você está atenta, fazendo a sua parte! Boa sorte!


LÍNGUA PARTIDA

Pergunta:Olá doutora Lenny. Estava no chat do programa, mas não deu para pegar todas as respostas. Bem, meu filhote, quando nasceu, percebi que a sua linguinha tava partidinha ao meio. Levei ao pediatra e me encaminharam para o dentista, que me disse que era muito cedo para tomar alguma atitude. Faço isso a cada 6 meses. Dia 7 de fevereiro ele faz 3 anos de idade. Não me afirmam com precisão se ele tem o freio curto e se precisa realmente de intervenção cirúrgica, até mesmo porque o meu filhote  fala muito bem todas as palavras, exceto as que tem o “R” no meio. Ex: prato. etc. Vendo o programa pude perceber que talvez não esteja fazendo acompanhamento com o profissional específico deste caso. Se estiver errada, por favor, me corrija e me diga qual especialista de fato devo procurar. E se puder me indicar um e onde achá-lo. Moro em Brasília e estou muito preocupada com isso porque o tempo está passando. Desde já agradeço a sua atenção. Parabéns pelo programa, estava maravilhoso.

Dra Leny Kyrillos: Oi querida! Tudo bem? Ótimo, que bom que você está acompanhando! Seria bacana você procurar um otorrino, para avaliar a situação. Mas se ele está falando normalmente, não se preocupe! O som do /r/ é adquirido por volta dos 3-4 anos. Estimule a alimentação de sólidos, para ele mastigar bastante, e brinque com sonzinhos para estimular. É importante garantir que ele respire bem pelo nariz! No mais, parabéns pelo seu interesse e cuidado, e boa sorte! *** RECADO IMPORTANTE

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