Papo de Mãe
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Por que precisamos falar sobre acidentes com menores de 5 anos?

Informar é a melhor maneira de promover a prevenção de acidentes. E as crianças menores de 5 anos merecem uma atenção ainda mais especial.

Erika Tonelli* Publicado em 23/08/2021, às 07h00

A criança com menos de 5 anos merece ainda mais atenção - Foto: aquivo Aldeias Infantis SOS
A criança com menos de 5 anos merece ainda mais atenção - Foto: aquivo Aldeias Infantis SOS
A Aldeias Infantis SOS e o Instituto Bem Cuidar, em parceria com a ONG Visão Mundial, realizam de 25 a 27 de agosto a Semana Nacional de Prevenção de Acidentes. O evento será online e reunirá especialistas e instituições para orientar pais e responsáveis sobre o cuidado de qualidade. Todos estão convidados.

Um dado chama atenção quando olhamos para os números de crianças que perderam a vida por causas acidentais: mais da metade das vítimas (54,8%) eram menores de 5 anos. Isso significa que no Brasil, de cada 10 acidentes fatais com crianças de até 14 anos, 5 ocorreram com meninos e meninas entre 0 e 4 anos.

A análise feita pela ONG Criança Segura, com base nas informações de 2019 do Datasus, do Ministério da Saúde, aponta ainda que o índice é superior ao ano anterior (52,7%), demonstrando a importância do alerta para a proteção da primeira infância.

Entre 0 e 4 anos, as crianças são mais suscetíveis a acidentes por serem mais frágeis e sensíveis, além de possuírem pouca experiência e capacidade para reconhecer riscos e para sair de situações perigosas. Logo, a segurança e proteção dos pequenos dependem dos cuidados e atenção constante de um adulto, além de propiciarmos entornos seguros e protetores nos espaços frequentados por eles.

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Os acidentes mais letais nessa faixa etária são a sufocação (41,2%), o afogamento (24,2%) e trânsito (16,7%). Em menores de 1 ano, a sufocação e o engasgo representam 77,8% dos óbitos, enquanto que entre crianças de 1 a 4 anos é o afogamento que faz mais vítimas (40,7%).

Aquelas que não perdem a vida, podem ficar gravemente feridas e hospitalizadas por meses em decorrência de acidentes. Foi o que aconteceu com dois atletas brasileiros medalhistas nas Olimpíadas de Tóquio. O canoísta medalha de ouro, Isaquias Queiroz, e o medalhista de bronze nos 400 metros com barreira, Alison dos Santos, sofreram queimaduras quando pequenos.

Isaquias tinha menos de 4 anos quando teve um acidente com água fervente e Alison, aos dez meses, ficou meses internado no hospital em razão de queimaduras na cabeça por óleo fervente. Esse é, aliás, o segundo tipo de acidente que mais hospitaliza crianças.

Acidentes não são fatalidades e podem ser evitados em 90% dos casos com medidas comprovadas de prevenção. O olhar atento e o cuidado de qualidade nos primeiros anos de vida da criança são primordiais para isso.

Por isso, a Aldeias Infantis SOS e o Instituto Bem Cuidar, em parceria com a ONG Visão Mundial, realizam de 25 a 27 de agosto a Semana Nacional de Prevenção de Acidentes. O evento será online e reunirá especialistas e instituições para orientar pais e responsáveis sobre o cuidado de qualidade. Todos estão convidados e para fazer a inscrição, clique aqui. Vamos juntos promover uma cultura de cuidado e proteção para as nossas crianças, adolescentes e jovens!

*Erika Tonelli é coordenadora geral do Instituto Bem Cuidar, unidade meio da Aldeias Infantis SOS para gestão do conhecimento e responsável pela continuidade do legado da ONG Criança Segura.

Assista ao vídeo do Papo de Mãe sobre primeiros socorros

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