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Podcast do Papo de Mãe e o passo a passo da introdução alimentar

Introdução alimentar: a nutricionista Elaine Pádua explica quando e como começar a oferecer alimentos para o bebê

SABRINA LEGRAMANDI E MARIANA KOTSCHO* Publicado em 20/08/2021, às 12h05

As primeiras refeições são as que formam o paladar da criança
As primeiras refeições são as que formam o paladar da criança
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Neste podcast do Papo de Mãe, da OLA Podcasts, você ouve a entrevista completa com a nutricionista da família Elaine Pádua sobre introdução alimentar. É o primeiro contato do bebê com os novos alimentos. Quando começar a introduzir comidinhas novas? E quais devem ser essas comidinhas?

Elaine Pádua explica que, até os 6 meses, a criança precisa exclusivamente do leite materno para crescer e se desenvolver. E então, a partir desta idade, é o início da fase de introdução de novos alimentos. Mas ela lembra que já na gravidez os hábitos alimentares da gestante vão interferir mais tarde no desenvolvimento do paladar do bebê, por isso "os hábitos saudáveis devem começar ainda na gestação.

Elaine também ressalta que o exemplo de toda a família vai ser seguido pelo novo integrante, então é um bom momento para que todos repensem seus hábitos alimentares.

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Elaine conta que a fase deve ser encarada com calma e equilíbrio: “É a comida da família que vai entrar na prática desta introdução alimentar”. Ou seja: o bebê vai comer uma versão amassada do que já se consome na casa.  O recomedado atualmente é simplesmente amassar para preservar as fibras e incentivar a mastigação. Mesmo que o bebê não tenha dentes - e não precisa ter medo que ele não vai engasgar!

A nutricionista Elaine Pádua

A introdução dos alimentos pode começar com frutas amassadas ou raspadas (que podem até ser cozidas). Começar com uma fruta por dia, lembrando que ela não vai substituir nenhuma mamada.

Na semana seguinte (a segunda), já pode começar com o almoço. Combinando verduras, legumes, carboidratos e proteínas. Os temperos podem ser variados como manjericão, salsa, coentro, cebola, manjericão. O sal nem precisa ser usado, já que os sabores estão sendo testados, mas se for usar é melhor "só um pouquinho" e "não refinado", diz Elaine.

E então na terceira semana pode-se incluir o jantar. Elaine diz que almoço e jantar passam a substituir estas mamadas, mas a mamãe continua amamentando normalmente nos outros horários. Ressaltando que após as refeições deve ser oferecida água para a criança - quando a criança passa a se alimentar, ela passa a tomar água. As frutinhas continuam sendo oferecidas nos horários dos lanches.

E um recado importante: a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda a ingestão de sucos no primeiro ano de vida. Elaine explica que é porque os sucos quebram as fibras das frutas e têm alto teor glicêmico, que aumenta a quantidade açúcar no sangue.

A introdução alimentar deve começar com frutas aos 6 meses

A especialista lembra que é muito importante a família estar presente e fazer, se possível, pelo menos uma refeição por dia todos reunidos.

Faça a introdução alimentar com amor e com cuidado. Além disso, trate a nutrição de forma gentil. Precisamos sempre buscar um equilíbrio. Nutrição também é amor e carinho”. (Elaine Pádua)

Vale ressaltar que até completar os 2 anos de idade, crianças não devem consumir açúcar. "Além de ser um alimento viciante e pouco nutritivo, pode interferir na formação do paladar e dos hábitos alimentares nos primeiros anos de vida", diz Elaine.

As primeiras refeições devem ser amassadinhas

Ouça aqui o podcast completo com a nutricionista da família Elaine Pádua.

Podcast do Papo de Mãe na OLA Podcasts

*Sabrina Legramandi e Mariana Kotscho são repórteres do Papo de Mãe

**O Programa Nestlé por Crianças Mais Saudáveis é uma iniciativa global da Nestlé, que assumiu o compromisso de ajudar 50 milhões de crianças a serem mais saudáveis até 2030 no mundo todo. Desde 1999 foram beneficiadas mais de 3 milhões de crianças no Brasil. 

Com o lema “muda que elas mudam”, a partir de uma plataforma de conteúdo, o programa estimula famílias a adotarem hábitos mais saudáveis e ainda promove um prêmio nacional que ajuda a transformar a realidade de 10 escolas públicas por ano com reformas e mentorias pedagógicas. 

Conheça mais no site do programa

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