Papo de Mãe
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Os desafios do envelhecimento para a pessoa com deficiência intelectual

Mariana Kotscho Publicado em 26/02/2021, às 00h00

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26 de fevereiro de 2021


O programa Inclua Mundo no canal Papo de Mãe desta semana fala sobre os desafios do envelhecimento para a pessoa com deficiência intelectual e seus familiares. 

Por Inclua Mundo

A longevidade é motivo de alegria e, ao mesmo tempo, um desafio. No Brasil, a população está ficando cada vez mais velha conforme as gerações passam. Hoje, a expectativa de vida é de 76 anos, segundo o IBGE. A pessoa com deficiência intelectual segue o mesmo ritmo, superando os 70 anos. 

Apostar no aprendizado das pessoas com deficiência, inclusive na terceira idade, é importante para construção da autonomia, diz o professor do Hospital Albert Einstein e gerontologista, Willians Fiori. “Dentro do processo de envelhecimento a coisa mais importante que a gente tem é autonomia: de pensar, de fazer, de realizar e estar no dia a dia fazendo as coisas que a gente ama”, afirma.

Estela Brick tem síndrome de Down e esbanja seus 54 anos com uma rotina agitada: aulas em uma escola voltada para o desenvolvimento da pessoa com trissomia 21, atividade física e suas responsabilidades no trabalho como auxiliar de escritório de uma grande empresa de análise de crédito. Ela faz cálculos, atendimento por telefone, escreve e-mails. Por causa da pandemia, está trabalhando em casa, às vezes, com a ajuda do irmão Marcelo Brick. Questionada se gosta do trabalho, Estela afirma: “eu não gosto, não. Eu amo!” 

Após a morte de seus pais, Estela passou a morar no apartamento em frente ao do seu irmão. “Foi a melhor decisão, facilitou a vida dela e a minha também”, conta Marcelo Brick. Nas horas de lazer, ela gosta de ouvir Menudo, cuidar de suas bonecas e ter a companhia da Giane, sua cuidadora, que tem dado tarefas de caligrafia para Estela treinar nos últimos meses. 

Junto com a idade avançada, é comum vir também os problemas de saúde, como demências em geral, diabetes e pressão alta, que acabam exigindo mais dos familiares. O conselho dos especialistas é dividir as responsabilidades. “A dica seria fazer uma reunião de família. Isso ajuda muito a dividir cuidados no núcleo e o estresse tende a diminuir”, afirma  Leila Castro, supervisora de projetos de envelhecimento do Instituto Jô Clemente.

No Inclua Mundo desta semana, com Thaissa Alvarenga e Carla Lopes, aprendemos mais sobre os desafios da velhice para pessoas com deficiência intelectual e seus familiares.

Confira a reportagem completa

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