Papo de Mãe
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Elke Maravilha lutou pelos pacientes com hanseníase: assista ao programa Papo de Mãe sobre o tema

Roberta Manreza Publicado em 19/08/2016, às 00h00 - Atualizado às 20h20

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19 de agosto de 2016


Por Roberta Manreza – Portal Papo de Mãe

elke maravilha - hanseniase tem cura

“Sou madrinha dos leprosinhos. Prefiro chamar a doença de lepra (termo politicamente incorreto), porque tem jornalista que nunca ouviu falar de hanseníase. Sou mais de ver a alma das pessoas e não a aparência” – Elke Maravilha

Voluntária no combate ao preconceito em relação à hanseníase,  Elke Maravilha foi uma das mais importantes parceiras nesta luta. A atriz morreu no Rio de Janeiro, no início da madrugada desta última terça-feira (16), aos 71 anos. Ela estava internada na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, desde o dia 20 de junho.

“A hanseníase precisa vencer o silêncio, a ignorância e a segregação social. A hanseníase tem cura e o preconceito também!”. Essas são palavras de Elke Maravilha, personalidade única que sempre apoiou a causa das pessoas que foram separadas de suas famílias e internadas em hospitais colônias ao longo de anos de segregação. O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), entidade na qual Elke atuava como voluntária, presta suas homenagens a essa grande mulher.

“Ela foi uma das mais importantes parceiras em nossa luta para trazer o tema da hanseníase ao debate da opinião pública e tirar a doença de trás do preconceito e da discriminação. A hanseníase tem cura, o tratamento está disponível no SUS, mas o medo e a falta de informação ainda afastam pacientes das unidades de saúde e dificultam o diagnóstico e o tratamento da doença”, ressalta Artur Custódio, vice-coordenador nacional do Morhan. A coordenadora nacional do Movimento, Lucimar Costa, lembra da dedicação da atriz à causa e reforça sua contribuição. “Elke Maravilha cumpriu sua missão, deu sua colaboração na luta na defesa dos direitos das pessoas atingidas pela hanseníase, no combate ao preconceito e discriminação, no processo de eliminação da doença como problema se saúde pública. Nossos sentimentos a família e que Deus, Oxalá os conforte”, dispara Lucimar.

As principais dificuldades de combate residem no preconceito e na segregação daqueles que sofrem com esta doença, não à toa classificada como “negligenciada”. Os esforços de Elke iam justamente no sentido de trazer à tona o direito dessas pessoas. A artista chegou a fazer um ensaio especial nas antigas colônias onde as pessoas com hanseníase eram mantidas em isolamento compulsório durante o século 20.

Dados atuais

A hanseníase ainda representa um importante desafio de saúde pública para o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano, 25 mil pessoas são diagnosticadas com hanseníase em todo o Brasil. Mesmo com tratamento gratuito disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil é o país com o maior número de novos casos da doença.

Assista ao Papo de Mãe sobre hanseníase

Neste programa, mostramos as histórias de pessoas quem viveram de perto o sofrimento e o preconceito da doença. Contamos ainda com a participação de membros do Morhan.

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