Papo de Mãe
Papo de Mãe

MUDANÇAS: RELATO DE SEPARAÇÃO

pmadmin Publicado em 16/07/2011, às 00h00 - Atualizado em 19/09/2014, às 19h45

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16 de julho de 2011


“Parabéns pelo programa e pelo assunto abordado. Atualmente, a separação é um fato comum entre os casais e acredito que seja muito bom as pessoas terem oportunidades de ouvir situações semelhantes, com dicas e conselhos para driblar esta árdua fase.Estou separada há 9 anos e, na época, minhas filhas tinham 8 e 15 anos. Foi MUITO difícil, pois era uma criança e uma adolescente. Hoje, graças a Deus, minha filha mais velha tem 25 anos e está casada há 5 anos. A mais nova tem 17 anos e já “superou”. Minha dica é essa que vivi. Mesmo com toda mágoa, tristeza, ressentimento, enfim, tudo de ruim (rsrs) que possa existir, fui sábia em tentar sempre estar próxima a ele para que ele não se afastasse de minhas filhas, pois tudo era propício a isto naquele momento – afinal houve uma traição por parte dele, um surto por uma liberdade e uma busca por uma felicidade que ele disse não ter (mesmo após 15 anos de convivência).Hoje, estou muito bem, pela graça de Deus. CHOREI, mas CHOREI muito. Tinha dias que parecia que ia até sair sangue dos meus olhos, tamanha era a dor. Mas venci! Estou bem e em PAZ. Curto minha vida, minha tranquilidade, minhas filhas, minha neta linda de 4 anos e meu trabalho. Ele, encaro como sendo uma pessoa que não teve compromisso com as nossa vidas, e até com um juramento. Para o homem é simples dizer que acabou e querer uma nova vida, mas será que seria da mesma forma  se tivesse que ficar com a responsabilidade e o compromisso que a mãe fica? Ou seja, os filhos… E é por este motivo que me sinto mais vitoriosa ainda, pois coloco minha cabeça no travesseiro e durmo com a convicção de que fiz meu melhor para cuidar de mim e de minhas filhas (mesmo com nossas dores). Deixo aqui minha experiência e ressalto que nada melhor do que o tempo e Deus em nossas vidas. Nunca use os filhos para qualquer situação (mesmo que sinta vontade), pense que eles não têm culpa e que a separação já é muito triste, e que é nossa responsabilidade como mãe driblar essa dura fase, fazendo, ainda, com que o pai não se distancie dos filhos. Isto é o que geralmente ocorre, mas se podemos tornar menos difícil a situação, temos este  dever, por amor a eles.Minha mãe faleceu quando eu tinha 3 anos (infarto) e também por isso, em minha separação, pensava muito. Sofri com a ausência de minha mãe, porém ela não estava viva, mas não queria que minhas filhas sofressem com a ausência do pai, pois era uma separação e não uma morte. Pensei que tudo era favorável para ele se distanciar, então continuei sendo amável e procurando-o para que não se distanciasse delas. FOI MUITO DIFICIL, mas engoli minha mágoa, meu amor, a humilhação da traição, segurei nas mãos de Deus e no fim as coisas foram dando certo. Hoje minhas filhas fazem a opção delas: sair, ficar, telefonar, conversar… Enfim, já fiz a minha parte enquanto eram menores. Hoje, apenas continuo exigindo respeito com ele como pai (mesmo que como marido ele não mereça, mas me vigio para não pensar nele como ex-marido e sim vê-lo como PAI de minhas filhas).É isso. Estou enviando uma foto com minhas filhas MARAVILHOSAS e eu segurando minha neta linda!” Beijos, Vânia.***DICA DE HOJEFérias: exposição Somos Terra é opção para a garotada A exposição gratuita Somos Terra, na UMAPAZ, no Parque Ibirapuera, fica aberta ao público até 10 de setembro, das 10h às 17h, diariamente. Painéis interativos contam a história da vida na terra. Os visitantes passeiam pelos diversos estágios como ar, água, terra, flores e folhas. “A vida acontece toda em encadeamento, cada uma precisando da outra para viver em equilíbrio. E nós humanos precisando de todos os seres pulsando em conjunto para a manutenção da nossa vida. Quando algum elo é quebrado, os problemas ambientais podem ficar imensos”, diz Ana Augusta Rocha, jornalista e criadora do projeto através de sua empresa, a Auana Editora. SERVIÇO: Exposição SOMOS TERRA. Aberto ao público, gratuitamente, até 10 de setembro de 2011.  UMAPAZ – Parque Ibirapuera – Av. IV Centenário, 1268, CEP 04030 -000 São Paulo SP Brasil – Tels: (11) 5572 8037, 5572 1004. Horário de Funcionamento: Das 10h às 17h. Conceito e conteúdo: Ana Augusta Rocha – Auana Editora. Cenografia: Marko Brajovic – Atelier Marko Brajovic.


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