Papo de Mãe
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Março amarelo: alerta para endometriose

O grande desafio inicial é reconhecer a doença: há geralmente um intervalo de 7 a 12 anos entre o surgimento dos primeiros sintomas dolorosos e o diagnóstico da doença, na maioria das vezes, é feito já em estado avançado e com a fertilidade comprometida.

Roberta Manreza Publicado em 11/03/2019, às 00h00 - Atualizado às 14h14

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11 de março de 2019


Por Dra. Barbara Murayama*, ginecologista

Março é o mês mundial da conscientização da endometriose, feito para conscientizar mais a população sobre a doença

Calcula-se que, em todo o mundo, 176 milhões de mulheres sofram com a endometriose. Apesar de serem muitas as afetadas, conseguir um diagnóstico ainda é um desafio comum à maior parte delas e isso mostra a importância de se educar tanto as pacientes quanto os profissionais de saúde sobre os sintomas e os métodos de diagnóstico da endometriose, uma doença que, além de muita dor, pode levar à infertilidade. Se todos estiverem atentos aos sinais dados pela doença, é possível descobri-la muito mais rapidamente, tornando o tratamento muito mais efetivo.

A endometriose, nada mais é que a presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina (que é o seu local normal de implantação) e na imensa maioria das vezes, afeta mulheres em idade reprodutiva.

O grande desafio inicial é reconhecer a endometriose: há geralmente um intervalo de 7 a 12 anos entre o surgimento dos primeiros sintomas dolorosos e o diagnóstico da doença, na maioria das vezes, é feito já em estado avançado e com a fertilidade comprometida. “A endometriose é uma das principais causas de infertilidade, ATÉ METADE DAS MULHERES INFÉRTEIS TEM endometriose ”, alerta Dra. Barbara Murayama.

Se diagnosticada precocemente, a doença pode ser controlada com tratamento clínico e ou cirúrgico que deve ser por videolaparoscopia ou cirurgia robótica . o tratamento depende da queixa, da idade, do desejo gestacional. deve ser individualizado. 

Sintomas que podem acontecer, a mulher pode ter vários sintomas ou até mesmo nenhum sintoma. a intensidade também varia e independe da quantidade de lesões.

– cólicas menstruais intensas sào o sintoma mais comum.

– dor nas relações sexuais.

– infertilidade

– sintomas gastrointestinais e urinários podem estar presentes.

A prevenção não está bem definida, mas passa por manter hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, atividade física regular e gerenciamento do estresse.

*Dra. Barbara Murayama*, ginecologista

CRM 112527

Médica Ginecologista da Gergin Ginecologia

Especialista em Histeroscopia e Videolaparoscopia

Coordenadora da Equipe de Ginecologia do Hospital 9 de Julho

https://www.facebook.com/drabarbaramurayama/

 Instagram: @barbara.murayama

Blog: barbaramurayama.blogspot.com.br



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