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Luto infantil: saber explicar e respeitar os sentimentos ajuda no desenvolvimento das crianças

Como falar com as crianças sobre a morte? O luto infantil precisa ser respeitado e é bom ter um acompanhamento

Eloize Franco* Publicado em 13/11/2021, às 14h23

o luto infantil precisa de atenção
o luto infantil precisa de atenção

Nunca foi fácil falar da morte, principalmente para as crianças. Esta é uma barreira, porém, que todos precisamos atravessar. A morte está sempre presente em nossas vidas, seja por acontecimentos próximos ou até mesmo pelas notícias que chegam pela televisão, rádio e mídias sociais.

No começo da pandemia, em março de 2020, nós, psicólogas, sentimos que muitas crianças estavam ansiosas e preocupadas com a morte. Nunca na história recente de nosso país tivemos tantas notícias tristes de falecimentos. E nesse turbilhão, muitos pais ainda se sentem perdidos na hora de conversar com seus filhos sobre o assunto.

É preciso ter calma. Sabemos que dar a notícia da morte para uma criança não é uma tarefa fácil e o desconforto sentido pelos adultos também é percebido pelos pequenos. Mas saiba que ser direto e verdadeiro é a melhor solução neste assunto.

Assista ao Papo de Mãe sobre luto infantil

O uso de metáforas como “virou estrelinha”, “está dormindo” ou “foi viajar” é muito comum no caso de falecimento, mas isso precisa ser evitado. Isso porque as crianças processam informações de um modo concreto e literal. Usar alguma dessas explicações gera expectativas que, no futuro, não serão supridas. Por isso, não minta. Caso necessário, chore junto com seu filho.

Ser sempre verdadeiro com a criança é essencial. Não esconda as razões da morte, os subterfúgios deixarão a criança mais curiosa. Responder com honestidade sobre o assunto é a melhor saída.

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Além disso, respeitar o momento de dor é fundamental. Caso a criança queira chorar, permita. E se for necessário, reforce memórias afetivas por meio de fotos e vídeos da pessoa que faleceu.

Mas, acima de tudo, transmitam o seu amor e a confiança para os seus filhos. Esse sempre é o melhor remédio. E caso o luto persista ou você não encontre a melhor maneira de se conectar com o seu filho neste período, procure a ajuda de um psicólogo.

*Eloize Franco, psicóloga da Clínica Arte Psico

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