Papo de Mãe
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Família do Rio de Janeiro consegue que governo custeie Canabidiol para criança

Roberta Manreza Publicado em 11/11/2014, às 00h00 - Atualizado às 11h12

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11 de novembro de 2014


Maria Fernanda, 2 anos, precisa do medicamento para diminuir as várias crises epiléticas que têm por dia

Por Maria Clara Vieira – Revista Crescer

Aline e a filha Maria Fernanda, que precisa do canabidiol (Foto: Stefano Martini/Editora Globo.)

Aline e a filha Maria Fernanda, que precisa do canabidiol   (Foto: Stefano Martini/Editora Globo.)

R$ 2.500. É isso que a família de Maria Fernanda irá economizar todos os meses graças a uma decisão judicial. A criança, de 2 anos, precisa usar canabidiol (CBD), um medicamento que diminui drasticamente o número de convulsões que ela costuma ter por conta de uma síndrome rara, ainda sem diagnóstico fechado. Nos períodos mais críticos, a menina chegava a enfrentar 30 crises por dia e, após o uso do CBD, são apenas duas.

“Fiquei superfeliz porque o remédio é muito caro, mas agora o tratamento da minha filha está garantido”, conta a dona de casa Aline Barbosa, mãe de Maria Fernanda. “Não precisaremos mais fazer vaquinhas nem pedir dinheiro às pessoas para comprar o CBD”.

Os advogados que se propuseram a ajudar Aline entraram com a ação e, em apenas cinco dias, conseguiram obter a decisão favorável, que vale pelo tempo que durar o tratamento. O valor do medicamento será dividido entre o a prefeitura de Cabo Frio (RJ), onde a família mora, e o governo do Rio de Janeiro.

O canabidiol é extraído da planta da maconha e, por isso, consta na lista de substâncias proibidas pela Anvisa. Apesar disso, a substância vem mostrando efeitos positivos no tratamento de crianças com síndromes raras, que levam a sérias e frequentes crises epiléticas. “A parte cognitiva da Maria Fernanda melhorou muito. São pequenos detalhes do dia a dia que vamos observando”, afirma a mãe.

O CBD é permitido em dezenas de estados americanos e em países como Alemanha e Holanda. Para usar o medicamento legalmente no Brasil, é necessário uma autorização especial da Anvisa para importar o produto.

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