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Exames para diagnosticar câncer de mama caem 28% com a pandemia

Levantamento feito pelo Instituto Avon e pela Gênero e Número mostra os impactos que a Covid-19 trouxe para a descoberta e o tratamento de câncer de mama

Redação Papo de Mãe Publicado em 25/10/2021, às 18h55

Dados apontam que o valor destinado a diagnósticos caiu em 26% de 2019 para 2020
Dados apontam que o valor destinado a diagnósticos caiu em 26% de 2019 para 2020

A pandemia da Covid-19 impactou diversas questões da área da saúde e uma delas foi a de prevenção e diagnóstico de câncer de mama. Segundo o levantamento feito pelo Instituto Avon em parceria com a organização Gênero e Número, o SUS (Sistema Único de Saúde) apresentou uma redução significativa no número de procedimentos de diagnóstico de câncer de mama.

O Brasil contabilizou 473 mil procedimentos de diagnóstico de câncer de mama a menos que em 2019, representando então uma queda de 28%. Em paralelo a isso, sabe-se que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres.

Ainda de acordo com a pesquisa, o SUS realizou 1,7 milhão de procedimentos de diagnóstico em 2019, mas no ano passado esse número caiu para 1,2 milhão no total de procedimentos.

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Daniela Grelin, Diretora Executiva do Instituto Avon, ressalta a urgência de promover a informação e disseminar a consciência de que é preciso manter os exames de rotina em dia. "Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura para o câncer de mama são mais elevadas e há opções de tratamentos que podem ser avaliadas com a equipe multidisciplinar que deve acompanhar a paciente e sua família", afirma.

Não só a procura por exames de diagnóstico foi menor, como também a de investimentos e recursos para a área sofrem alterações. O estudo mostrou que houve uma redução orçamentária de 26% para o diagnóstico da doença, que passou de R$ 49 milhões no ano de 2019, para R$ 36,5 milhões em 2020.

Já entre os estados brasileiros, os índices mais altos de redução de exames de diagnóstico no ano passado foram a Bahia, com 38%, e o Rio de Janeiro, com 34%. O Pará aparece na sequência com 24%, enquanto São Paulo e o Distrito Federal apresentaram 20% de diagnósticos a menos. O Rio Grande do Sul teve redução de 18%.

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A descoberta tardia de câncer de mama também impacta os procedimentos realizados no SUS. A pesquisa do Instituto Avon e da Gênero e Número mostrou que, de janeiro a junho desse ano, cerca de 48% dos tratamentos foram realizados em pacientes nos estágios 3 e 4 (mais graves).

Só no primeiro semestre de 2021, o SUS destinou 81% da verba para o tratamento de câncer de mama de pacientes nos estágios mais avançados da doença, com investimento de R$ 698 milhões, enquanto as fases 1 e 2 da doença receberam R$ 166 milhões.

Vale ressaltar que a descoberta tardia da doença impacta diretamente na qualidade de vida das pacientes, diminui as chances de cura e também acaba recorrendo a tratamentos mais invasivos, como, por exemplo, a quimioterapia.

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