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Entenda o que é a síndrome de Wolff-Parkinson-White, que causou parada cardíaca em criança de dez anos

Veja como identificar os sintomas da síndrome de Wolff-Parkinson-White, que ficou mais conhecida após caso da menina que tomou vacina contra covid-19

Dr. Yuri Brasil Publicado em 12/02/2022, às 06h00

A síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma doença relacionada à parte elétrica do coração
A síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma doença relacionada à parte elétrica do coração

A síndrome de Wolff-Parkinson-White ficou mais conhecida recentemente porque uma criança de dez anos, de Lençóis Paulistas-SP, tomou a vacina contra a covid-19 e cerca de 12 horas depois teve uma parada cardíaca. Após análise feita por mais de dez especialistas, o Ministério da Saúde informou que a parada cardio-respiratória não foi uma reação ao imunizante e sim devido à doença cardíaca congênita, que atinge uma em cada mil pessoas.

A síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma doença relacionada à parte elétrica do coração. Quem tem essa síndrome tem um feixe a mais elétrico na parte de condução. Alguns pacientes não apresentam sintomas, mas em alguns casos a doença pode levar a uma parada cardiorrespiratória. 

Essa síndrome é hereditária, ou seja, a pessoa já nasce com ela. O diagnóstico é feito por meio de um exame simples e rápido: o eletrocardiograma. O histórico familiar e algumas queixas do paciente podem nos dar sinais da doença. Palpitações, dor no peito e desmaios são alguns sintomas.

Sugestão: Confira o relato de Lígia Rizzo, mãe da Beatriz, 11 anos, que teve o pulmão comprometido por conta da Covid, ao Papo de Mãe: 

Tratamento

A doença pode levar a morte, portanto é imprescindível procurar um cardiologista para examesde rotina ou caso apareça algum sintoma. O tratamento é feito através do estudo eletrofisiológico seguido de ablação. Um médico especialista em arritimia entra no coração com um cateter, encontra o foco da arritima e acaba com ele.

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A taxa de sucesso do tratamento é altíssima, chegando a 95%. Para todos os pacientes, indicamos esse tratamento pela alta taxa de cura. Caso o paciente se recuse a fazer, existem algumas medicações, mas não é tão curativo quanto o tratamento de ablação por cateter.

Dr. Yuri Brasil
Dr. Yuri Brasil

*Formado pela faculdade de Medicina de Fernandópolis (UNICASTELO), Yuri Brasil tem especialização em Cardiologia Clínica pelo Instituto de Moléstias Cardiovasculares de São José do Rio Preto e especialização em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica pela Santa Casa de São José do Rio Preto.

Atualmente é médico assistente do Departamento de Cardiologia Clínica e Intervencionista da Santa Casa de Araraquara, onde também tem seu consultório. Também é membro com título de Especialista em Cardiologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira.

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