Papo de Mãe
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» PRIMEIRA INFÂNCIA

Empresas aumentam suas performances ao aplicarem políticas de apoio à primeira infância e aos familiares

Visando ambientes familiares mais igualitários, GPTW amplia licença-paternidade para seis meses, e estabelece como um diferencial a licença-PETernidade

Fernanda Fernandes* Publicado em 14/02/2022, às 07h37

A licença-paternidade de 6 meses propicia aos pais criarem vínculos mais fortes com seus filhos
A licença-paternidade de 6 meses propicia aos pais criarem vínculos mais fortes com seus filhos

O Great Place to Work Brasil (GPTW) é reconhecida como única empresa global de pesquisa, consultoria e capacitação, que estimula as organizações a identificar, criar e manter excelentes ambientes de trabalho por meio do desenvolvimento de culturas de alta confiança.

Sua missão é construir uma sociedade melhor, transformando cada organização em um “Great Place to Work for All” (Um ótimo lugar para todos trabalharem). A consultoria está presente em 100 países e analisa mais de 7000 empresas anualmente, o que corresponde a mais de 12 milhões de funcionários impactados no mundo.

No mês de janeiro, deste ano, a empresa anunciou para seus colaboradores a ampliação da licença-paternidade para seis meses, enquanto a legislação prevê apenas cinco dias corridos de licença-paternidade remunerada. A decisão vem de encontro com as melhores práticas adotadas pela consultoria para atingir a sua principal missão.

Com a implantação dessa medida, os novos pais terão direito de ficar em casa por seis meses, sem desconto no salário ou necessidade de trabalho remoto. O benefício é acessível também para casais homoafetivos e casos de adoção.

O GPTW afirma ao Papo de Mãe que entende que a licença-paternidade de 6 meses contribui para ambientes familiares mais igualitários e propicia aos pais criarem vínculos mais fortes com seus filhos.

Além disso, realizaram pesquisas que mostraram outros pontos positivos relacionados a medida, Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work explica:

Nós fizemos uma análise estatística com algoritmos de Inteligência Artificial entre as empresas que estão mais bem classificadas no Ranking Nacional (150 Melhores Empresas para Trabalhar) versus as que ainda têm um caminho a ser percorrido para chegar lá. Em conjunto com os dados das pesquisas, identificamos que as empresas que dão licença-paternidade estendida como uma das práticas positivas, a chance de performarem entre as melhores aumenta em 17% para cada dia a mais de licença. Ou seja, para cada um dia a mais de licença estendida, a chance de estar entre as melhores aumenta 17%”.

Sugestão: Assista ao Papo de Mãe sobre licença-paternidade

A análise é fruto do trabalho da The Turing, a mais nova empresa do Ecossistema GPTW, focada em análise de dados e que busca aproximar a Academia das empresas.

Após essa explicação, questionamos quais são algumas das características que uma empresa precisa ter para estar no ranking das “Melhores Empresas para se Trabalhar”, Lilian Bonfim, diretora de Pessoas da GPTW, comenta que a pesquisa das melhores empresas para trabalhar é feita com os colaboradores, com avaliações de dimensões como: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho, camaradagem, e as práticas adotadas em cada uma delas.

A base de uma excelente empresa para trabalhar está na sua capacidade de criar e manter relações de confiança com seu time. Um bom ambiente de trabalho é aquele que é reconhecido como o melhor pelos seus colaboradores, priorizando as pessoas no centro de suas estratégias” complementa Lilian.

Veja também:

Licença-PETernidade

No GPTW a licença-maternidade também é de seis meses e a consultoria estabeleceu como um diferencial a “’licença-PETernidade”.

A licença-PETernidade é uma super novidade e dá direito de 2 dias de licença do trabalho, concedido ao funcionário que adotar um cão ou gato, para que ele se dedique à adaptação do pet à nova família. Porém uma das recomendações necessárias é avisar o gestor com, no mínimo, 5 dias de antecedência da adoção. Outro detalhe é que o colaborador tem direito ao benefício uma vez ao ano, independentemente da quantidade de pets.

Durante a pandemia percebemos o crescimento do número de colaboradores adotando, e também como os pets tinham um impacto muito positivo em vários aspectos da saúde emocional. Dessa forma entendemos que era importante e significativo principalmente durante momentos tão difíceis como o que estamos passando” relata Lilian Bonfim.

A diretora de Pessoas também acrescenta dizendo que adotar um pet implica em muito planejamento e preparação, assim como um compromisso de toda a família. Os ganhos de uma boa adaptação vão além da prevenção de estragos nos pertences do tutor. Sem contar que, quando os tutores não conseguem se dedicar à chegada do pet, o resultado, muitas vezes, é o abandono.

Além disso, a empresa acredita nos valores que essa prática fortalece: bem-estar animal, adoção responsável e conexão entre pets e tutores.

*Fernanda Fernandes é repórter do Papo de Mãe

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