Papo de Mãe
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Dia Mundial da Infância e o acesso à saúde de nossas crianças e adolescentes

21 de março é o Dia Mundial da Infância.

Roberta Manreza Publicado em 20/03/2021, às 00h00 - Atualizado às 20h45

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20 de março de 2021


No Dia Mundial da Infância, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica chama atenção para o direito à saúde: 32 crianças e adolescentes são diagnosticados, por dia, com câncer no Brasil. Com a Covid-19, as famílias têm se afastado dos consultórios médicos. 

Por Dr. Claudio Galvão*

21 de março é o Dia Mundial da Infância. Instituída pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data tem o objetivo de conscientizar pais, responsáveis e governantes sobre a importância de garantir uma boa formação social, educacional e de valores para as crianças.

É considerada população infantojuvenil jovens, crianças e bebês, de 0 a 19 anos. Especialmente no período que compreende a gestação até a sua entrada na escola, a criança enfrenta inúmeras mudanças e desafios. Apesar disso, direitos à alimentação, educação, lazer e saúde devem ser garantidos, sem qualquer tipo de discriminação obedecendo ao Estatuto da Criança e do Adolescente, lei sancionada em 1990, no Brasil.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), reitera a importância de cuidar da saúde de nossas crianças, já que, todos os anos, cerca de 12 mil crianças e adolescentes são diagnosticados com câncer no Brasil, uma média de 32 casos por dia. Neste momento pandêmico, a tendência é que os números oficiais sofram um déficit, isso porque as famílias têm se afastado dos consultórios médicos

No Sistema Único de Saúde (SUS), o início do tratamento leva, em média, 270 dias para adultos. Porém, especialmente nos casos infantis, o tratamento deve ser imediato. Isso porque, o diagnóstico e o tratamento precoce são de suma importância para a recuperação do paciente. Pacientes tratados em centros de referências de Câncer Pediátrico têm melhores resultados.

Assim, os principais sinais que os pais devem estar atentos são: Dores nos ossos, principalmente nas pernas, com ou sem inchaço; palidez ou perda de peso inexplicadas; fraqueza constante; manchas roxas e caroços pelo corpo não relacionados a traumas; febre ou suores constantes e prolongados; problemas de equilíbrio ou visão noturna, entre outros.

Nestes casos, os pais ou responsáveis devem procurar assistência médica especializada para que, no caso de ser diagnosticado câncer infantil, o tratamento possa ser iniciado de maneira mais rápida possível, aumentando assim, as chances de cura. Segundo estimativas, em torno de 80% dos casos podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

Que possamos aproveitar a data para refletirmos sobre o modo como estamos cuidados das futuras gerações. Afinal, todas as crianças têm direito e devem ser tratadas com dignidade, tendo todos os seus direitos garantidos.

*Dr. Claudio Galvão é presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE)

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