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Dia das Crianças: 5 dicas para estimular o cérebro do seu filho em casa

Em homenagem ao Dia das Crianças, confira um guia com sugestões para transformar a data e se divertir dentro de casa, com ginástica para o cérebro

Redação Papo de Mãe Publicado em 12/10/2021, às 13h50

A imaginação e o tempo lúdico ajudam a promover a saúde cognitiva
A imaginação e o tempo lúdico ajudam a promover a saúde cognitiva

Você é pai ou mãe? Então, certamente, já parou para pensar em como diminuir a exposição virtual das crianças. A tarefa não é simples, mas os retornos são compensatórios. Pensando nisso, o ‘Método SUPERA – Ginástica para o cérebro’ preparou um guia para transformar o Dia das Crianças dentro casa, confira:

Invista em atividades lúdicas

Uma forma eficaz de promover a saúde cognitiva é investir o tempo no lúdico. O sucesso dessa missão está ligado a uma capacidade intrínseca das crianças, o brincar.

A própria criança tem a capacidade de criar com muito pouco. Sabe quando as crianças ignoram os presentes e se divertem com as embalagens? Isso já é um traço muito forte de imaginação.

“O brincar costuma ser definido como uma atividade da imaginação, individual ou em grupo, que promove a descoberta e o aprendizado, ou como atividade social que desenvolve o socioemocional. Essencial na infância, esse gesto nos permite conhecer a nós mesmos e nos relacionar com o mundo, nos colocando no lugar do outro, praticando a empatia e o aprendizado”, detalhou Cláudia de Paula Oliveira, coordenadora pedagógica de roteiros do ‘Método SUPERA Ginástica para o cérebro’.

Sugestão: Assista ao Papo de Mãe sobre a importância do brincar

Um combustível emocional: a alegria

Em uma pesquisa científica recente com mamíferos, foi constatado que brincar é um impulso humano primário e fonte de alegria para o cérebro. A emoção é provocada pela liberação de uma substância neuroquímica que modula a expressão genética crucial ao desenvolvimento do cérebro social da criança.

“Na criança pequena, essa substância neuroquímica aparece em regiões subcorticais inferiores que mais tarde, segundo Jaak Panksepp e colegas, autores de uma pesquisa sobre o assunto, contribuem para o crescimento e desenvolvimento de funções cerebrais superiores associadas ao córtex frontal. Brincar, portanto, não é importante apenas para o desenvolvimento psicológico, mas também fisiológico da maturidade social e emocional na idade adulta”, diz Livia Ciacci, neurocientista do ‘Método SUPERA – Ginástica para o cérebro’.

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Mais imaginação

As crianças aprendem muito através da imaginação. Ao brincarem que são heróis, heroínas, vilões, ou quando reproduzem papéis da vida real (como pai, mãe, médico, professor, entre outros), estão aprendendo sobre formas de ser e de agir e formas de como se relacionar com os outros.

Quando elaboram contextos para essas brincadeiras, a partir das experiências que vivem, como um passeio ou a visita ao trabalho de um familiar, também entendem melhor o funcionamento dessas e de várias outras situações sociais.

“É importante compreender que todos somos ilimitados de capacidade criativa e a imaginação fértil é a fonte de todo pensamento criativo – é maior do que o do próprio conhecimento e é um dos principais motivos pelos quais a maioria das pessoas não obtém o sucesso desejado no que se propõe a fazer, simplesmente porque não aprenderam a usar a imaginação”, completa a coordenadora Cláudia de Paula Oliveira.

Como estimular a imaginação dentro de casa?

A imaginação é o começo de uma grande revolução para os pequenos que os leva a serem adultos capazes de resolver problemas e criar soluções e coisas novas. Confira algumas dicas do ‘Método SUPERA – Ginástica para o cérebro’ para estimular a criatividade e o pensamento desde os primeiros anos de vida:

  1. Estimule a criança a ser protagonista ou mesmo atuar em diferentes papéis ou personagens;
  2. Crie momentos de contação de histórias que favoreçam a ampliação de ideias e estilando o imaginário infantil;
  3. Organize momentos em que a criança tenha oportunidade de criar, explorar, verbalizar, imaginar, trocar ideias sobre o que pode ser reinventado. “A criança pode até ter uma rotina lúdica no ambiente escolar, mas esse tipo de atividade com os pais também reforça a confiança na relação paternal”, reforçou a coordenadora pedagógica.
  4. Utilize materiais diversos: caixas de papelão, almofadas, massinha, materiais reutilizáveis e tudo que que possa ser transformado, com ajuda do adulto, mas feito pela criança;
  5. Estabeleça combinados para que, após a brincadeira, tudo volte ao lugar. Evite que os momentos de lazer fiquem limitados a televisão, ao tablet, celular entre outros eletrônicos.
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