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Covid-19: Ensino híbrido e os impactos na educação

Educadora diz que o ensino híbrido não é  um desejo, mas uma necessidade durante a pandemia da Covid-1

Andrea Deis* Publicado em 01/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h42

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A área da educação foi, sem dúvida, uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19. Colégios e universidades no Brasil e ao redor do mundo tiveram que se reinventar para que estudantes não “perdessem” o ano de 2020. E nesse ano de 2021, agora no mês de maio, ultrapassa mais de 1 ano e de pandemia no mundo. O problema é que, mesmo correndo atrás para tentar compensar o prejuízo, a situação pandêmica influenciou muito nos rumos da educação brasileira.

Entre as principais razões para o adiamento da volta às aulas presenciais estão o aumento no número de mortes por decorrência da Covid-19 e a campanha ainda restrita de vacinação e imunização lenta pelo país contra a doença. É importante destacar que, em alguns casos, estudantes em fase de conclusão do ensino médio sentem-se inseguros de ingressar na universidade diante da situação fora do normal do ensino.

Ensino híbrido na pandemia da Covid-19.

De acordo com a educadora e pedagoga Andrea Deis, uma modalidade que une a educação por telas, via remoto, com aulas presenciais em locais onde há permissão por parte do poder público, nós já estávamos atrasados pedagogicamente. “Nós já estávamos atrasados no modelo como se dar aula. Paramos em uma sociedade industrial e continuamos na sociedade do conhecimento como se o modo de dar aula e acessar o aprendizado desses alunos fosse o mesmo. A educação híbrida, não foi um desejo, mas uma necessidade”,  afirma.

Muitas pessoas podem achar que o formato híbrido pode carregar uma série de vantagens, mas para a especialista há fatores importantes. O ensino híbrido pode até oferecer alguns benefícios como: não tem estresse no trânsito, uma saúde melhor, entre outras questões. Porém, para garantir este aprendizado é preciso ter professores, educadores e alunos preparados para oferecer e receber este conteúdo. “Esse modelo deveria facilitar, sim, se fosse empregado e aplicado com tempo e recursos apropriados” diz Andrea Deis.

*Andrea Deis:
Mestra em Administração do Desenvolvimento de Negócios pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Gestora Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Master Coach com mais de 18 mil horas de atendimento. Possui certificação na área pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e International Coaching Council (ICC), é especialista em Assessment Training DISC, NeuroCoaching e PNL (Programação NeuroLinquística; Pedagoga com foco em Orientação Educacional e Vocacional, palestrante e escritora. Atualmente, dedica-se ao desenvolvimento de empresas e pessoas, no que diz respeito ao planejamento e acompanhamento estratégico, tático e operacional para o desenvolvimento de organizações, times e indivíduos. Premiada em 2019 no Congresso SemeAd: 1o lugar na Categoria. Semead2019, Renovação na gestão, artigo aplicado -FEAUSP

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