Papo de Mãe
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Como prevenir acidentes?

pmadmin Publicado em 26/10/2009, às 00h00 - Atualizado às 19h00

26 de outubro de 2009


Quando nos tornamos pais tudo o que mais queremos para nossos filhos é que eles cresçam felizes e saudáveis, sem que nada de ruim lhes aconteça, não é mesmo? Infelizmente, acidentes com crianças e adolescentes são fatalidades comuns e os números registrados assustam. Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes são a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Todo ano, são seis mil mortes e 140 mil internações. A queda é a principal causa de internação entre crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. Em 2005, foram registradas setenta e cinco mil internações por quedas, que podem provocar traumatismos cranianos gravíssimos. E de acordo com a faixa etária, alguns acidentes são mais freqüentes. No ano de 2006, por exemplo, a principal causa de morte entre crianças de 0 a 1 ano foi a sufocação. Já de 1 a 14 anos, o afogamento. O Papo de Mãe fez questão de trazer este assunto à tona devido à sua importância. Quem assistiu o programa pode ver o depoimento de mães que perderam seus filhos e que hoje trabalham para ajudar a proteger os filhos de outras pessoas. É o caso de Sílvia Basile que, após perder a filha em um acidente, hoje preside associação Férias Vivas, cujo objetivo é a educação para um turismo seguro e responsável, disseminando uma cultura de prevenção de acidentes através da implantação de padrões reconhecidos mundialmente. A seguir, reunimos algumas dicas de prevenção dos acidentes mais comuns entre crianças e adolescentes. A fonte é o site Criança Segura.AFOGAMENTO: Um adulto deve supervisionar de forma ativa e constante as crianças e adolescentes, onde houver água, mesmo que saibam nadar ou os lugares sejam considerados rasos; esvaziar baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guardá-los sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças; conservar a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrado com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou a porta do banheiro trancada; manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”; piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos; nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água; evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água; tenha um telefone próximo à área de lazer e o número da central de emergência; saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água; bóias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança (podem estourar ou virar a qualquer momento e ser levado pela correnteza – o ideal é usar sempre um colete salva-vidas quando próximos a rios, mares, lagos e piscinas); crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação; sempre usar colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em embarcações em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos. O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de criança aprendam técnicas de Reanimação Cardiopulmonar (RCP).ATROPELAMENTO: O mais importante que você pode fazer para ensinar um comportamento de pedestre seguro é praticá-lo você mesmo: atravesse as ruas olhando para ambos os lados, respeite os sinais de trânsito e faixas para pedestres, sempre que possível, e faça contato com os olhos dos motoristas antes de atravessar na frente deles; não permita que uma criança menor de 10 anos atravesse a rua sozinha – a supervisão de um adulto é vital até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito; entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos não são locais seguros para as crianças brincarem; tenha certeza de que as crianças sempre usam o mesmo trajeto para destinos comuns (como escola); escolha o trajeto mais reto, com poucas ruas para atravessar; uma lanterna ou materiais reflexivos nas roupas da criança podem evitar atropelamentos. Ensine a criança a olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua; atravessar quando a rua estiver livre e continuar olhando para os lados enquanto atravessa; utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível – mesmo na faixa, a criança deve olhar várias vezes para os dois lados e atravessar em linha reta; entender e obedecer aos sinais de trânsito; não atravessar a rua por entre carros, ônibus, árvores e postes; nunca correr para a rua sem antes parar e olhar – seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão; em estradas ou vias sem calçadas, caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário aos veículos) para as crianças verem e serem vistas; fazer contato visual com o motorista ao atravessar a rua para ter certeza de ser visto; observar os carros que estão virando ou dando ré;  sempre que estiver com mais crianças, é preciso caminhar em fila única; ao desembarcar do ônibus, esperar que o veículo pare totalmente e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.ENVENENAMENTO/INTOXICAÇÃO: Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças; mantenha os produtos em suas embalagens originais; nunca coloque um produto tóxico em outra embalagem que não a sua, pois poderá ser confundido com algo sem perigo; saiba quais produtos domésticos são tóxicos (produtos comuns como enxaguantes bucais podem ser nocivos se a criança engolir em grande quantidade); dê preferência a embalagens de segurança;  tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha; nunca deixe produtos venenosos, sem atenção enquanto os usa; não crie novas soluções de limpeza misturando diferentes produtos designados para outro fim; sempre leia os rótulos e bulas, siga corretamente as instruções para dar remédios às crianças, baseado no peso e idade, e use apenas o medidor que acompanha as embalagens de medicamentos infantis; nunca se refira a um medicamento como doce pois isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer; como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas; saiba quais plantas dentro e ao redor de sua casa são venenosas, remova-as ou deixe-as inacessíveis para as crianças; quando adquirir um brinquedo para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, não contém componentes tóxicos; jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais; mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa; instale detectores de fumaça em sua casa. Em caso de intoxicação, entre em contato imediatamente com o pronto-socorro ou Centro de Controle de Toxologia de sua cidade para receber orientações adequadas. Crianças com até dois anos de idade correm maior risco de um envenenamento não intencional. Produtos de limpeza e medicamentos são riscos significantes. Os bebês também podem se envenenar respirando a fumaça de cigarros.QUEDAS: As quedas podem causar sérias lesões, como os traumatismos cranianos. As crianças devem brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar; use portões de segurança no topo e no pé das escadas (caso sua escada seja aberta, instale redes ao longo dela); instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos; crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches ( se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais); mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois podem facilitar que crianças os escalem e se debrucem; verifique se os móveis e o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos; ao andar de bicicleta, skate ou patins, o capacete é o equipamento fundamental; cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes; crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos. O risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo com altura superior a 1,5 metro. Verifique se os brinquedos estão em boas condições e se são adequadas à idade da criança. O uso de andadores não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois além de comprometerem o desenvolvimento saudável da criança, podem causar sérias quedas; mantenha uma mão segurando o bebê durante a troca de fraldas (nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo); crianças não devem brincar próximas as barreiras e barrancos. QUEIMADURAS: Manter as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições; cozinhar nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás para evitar que as crianças alcancem e entornem os conteúdos sobre elas; evitar carregar as crianças no colo enquanto mexe panelas no fogão ou manipula líquidos muito quentes; quando estiver tomando ou segurando líquidos quentes, fique longe das crianças; nada de toalhas de mesa compridas ou jogos americanos, pois as mãozinhas curiosas podem puxá-las, causando escaldadura ou queimadura de contato. SUFOCAÇÃO/ENGASGAMENTO: crianças devem dormir em colchão firme de barriga para cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta que estejam presos embaixo do colchão; seja especialmente cauteloso em relação ao berço escolhido;  procure berços certificados conforme as normas de segurança do Inmetro; fique atento aos espaços das grades de proteção do berço, elas não devem ter mais que 6cm de distância entre elas; remova todos os brinquedos e travesseiros do berço quando o bebê estiver dormindo, para reduzir o risco de asfixia; compre somente brinquedos apropriados para a criança. Brinquedos pequenos e partes de brinquedos podem provocar engasgamentos – verifique as indicações de idade do selo do Inmetro; tenha certeza de que o piso está livre de objetos pequenos como botões, colar de contas, bolas de gude, moedas, tachinhas; considere a compra de cortinas ou persianas sem cordas para evitar que crianças menores corram o risco de estrangulamento. É isso aí pessoal, confiram mais dicas sobre como evitar acidentes no http://www.criancasegura.org.br/. E para quem ainda não viu o programa, amanhã, terça-feira, 17h30, tem a última reprise do Papo de Mãe sobre como evitar acidentes. Não percam!!!