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Como aumentar a fertilidade feminina: métodos que ajudam na preservação

Com a evolução da ciência e da tecnologia, é possível que mulheres adiem o sonho da gravidez de forma eficaz e segura

Dr. Alfonso Massaguer* Publicado em 01/08/2021, às 07h00

As mulheres podem optar por deixar o momento da gravidez para mais tarde
As mulheres podem optar por deixar o momento da gravidez para mais tarde

Diversos são os motivos que levam as mulheres a adiar o sonho de ser mãe. A conquista de novos espaços, a busca pela independência financeira e pela realização pessoal, profissional e acadêmica são alguns exemplos. 

Com tantas conjunturas importantes em jogo, as mulheres podem optar por deixar o momento da gravidez para mais tarde. Para esses casos, a evolução da ciência e da tecnologia oferece métodos de preservação da fertilidade feminina. 

Naturalmente, a partir dos 35 anos de idade, a fertilidade da mulher começa a diminuir, por conta da redução dos óvulos. Ao contrário do que muita gente pensa, eles não são produzidos de forma ilimitada

Toda mulher nasce com uma quantidade específica de óvulos, que é reduzida com o passar do tempo. Logo, quem deseja realizar o sonho de ser mãe biológica, precisa se programar para garantir as melhores condições e chances de conseguir alcançar o resultado esperado.  

Métodos de preservação da fertilidade feminina  

Graças aos avanços da Medicina Reprodutiva, atualmente, existem alguns métodos de preservação da fertilidade feminina. Abaixo vamos falar um pouco sobre os principais.  

• Congelamento de embriões  

Esse é um método muito comum entre mulheres que já possuem um parceiro ou doador de esperma. Nesse caso, o embrião já fecundado é congelado. Para que isso seja possível, os óvulos e os espermatozóides precisam ser colhidos, analisados e preparados previamente. Somente depois é que os óvulos coletados são fertilizados em laboratório e, posteriormente, congelados.  

O congelamento de embriões é um dos métodos com maior taxa de sucesso de gravidez. Contudo, uma vez que os óvulos se transformam em embriões, a paternidade não pode ser alterada. Por conta disso, esse tratamento é mais indicado para mulheres que já têm um parceiro fixo, ou para as que estão buscando doador de sêmen.  

• Congelamento de óvulos  

Essa alternativa de preservação da fertilidade feminina funciona de maneira parecida com a anterior. Mas, nesse caso, os óvulos são congelados sem serem fecundados. O grande diferencial dessa opção é que a mulher não precisa contar com um parceiro prévio ou doação. Ela pode passar pelo procedimento ainda na fase de maior fertilidade, apenas como uma possibilidade de gravidez no futuro.  

Posteriormente, esses óvulos são fecundados em laboratório e implantados na mulher, para que seja possível o desenvolvimento do feto. No caso do congelamento de óvulos, quando antes a mulher congelá-los, maiores são as chances de gravidez.  

• Estimulação ovariana  

Essa terceira alternativa de preservação da fertilidade feminina pode ser utilizada de maneira solo ou em conjunto com outros métodos. Basicamente, nesse caso, são aplicados hormônios por via subcutânea para que a mulher produza mais folículos ovarianos e óvulos mais maduros.  

Daí por diante, a mulher tem algumas opções, que incluem a tentativa de engravidar naturalmente, através da relação sexual, ou utilizar os óvulos coletados para realizar a fertilização in vitro.   

Veja também: 

Esteja atenta a sua saúde e consulte um especialista 

Vale lembrar que a saúde da mulher interfere diretamente nas taxas de sucesso de todos os métodos de preservação da fertilidade feminina. Além disso, todos os procedimentos de preservação da fertilidade feminina citados acima são voltados tanto para mulheres que planejam ter filhos futuramente, quanto para as que já não conseguiram engravidar com outras alternativas. Para saber qual o método mais indicado para o seu caso, o ideal é consultar um especialista. 

*Dr. Alfonso Massaguer 

É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 18 anos. O Dr Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado), especializada em Reprodução Assistida. Foi professor responsável pelo curso de Reprodução Humana da FMU por 6 anos. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida, autor de vários capítulos de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e no Canadá. 

Assista ao Papo de Mãe sobre mãe acima de 50 anos.