Papo de Mãe
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Campanha pede 10 MEGA de Internet em escolas até 2016

Roberta Manreza Publicado em 11/08/2015, às 00h00 - Atualizado às 08h27

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11 de agosto de 2015


Alunos, professores, coordenadores e diretores da rede pública de ensino são convidados a se engajarem em campanha por conectividade 

Porvir

Você acredita no potencial da tecnologia como forma de melhorar a educação e estabelecer novos métodos de ensino? A partir de hoje (10) já pode participar de uma mobilização por internet rápida nas escolas brasileiras. A Campanha “10 MEGA de Internet em todas as escolas até 2016” convoca alunos, professores, coordenadores e diretores da rede pública de ensino a se engajarem por uma melhora na conectividade oferecida a estudantes e professores.

“A Internet rápida democratiza o acesso a recursos pedagógicos de qualidade e promove a personalização, permitindo que alunos com diferentes perfis aprendam no seu ritmo e a partir de seus interesses e necessidades”, afirma Anna Penido,  diretora do Instituto Inspirare, instituição que promove a campanha junto com a Fundação Lemann, em parceria com o Instituto de Tecnologia & Sociedade (ITS) e a rede de mobilização Nossas Cidades.

Visite o site da campanha: internetnaescola.org/
Curta a campanha no Facebook: www.facebook.com/internetnaescola

Crédito: paisan191 / Fotolia.com

Crédito: paisan191 / Fotolia.com

Além disso, segundo especialistas, o uso das tecnologias como ferramenta pedagógica nas escolas aproxima a experiência escolar da realidade digital já vivida por muitos alunos no ambiente externo, despertando seu interesse e ampliando suas possibilidades de expressão.

Para participar, o site da campanha disponibiliza três ferramentas. A primeira é um espaço para mandar um email à presidenta Dilma Rousseff, reforçando o pedido por uma internet mais rápida na rede pública de ensino. O teste de velocidade e conexão é o segundo instrumento, adaptado a partir de um projeto bem sucedido norte-americano. Com ele, é possível descobrir rapidamente qual é a velocidade da internet da escola.  A medição poderá ser realizada por qualquer pessoa, de preferência a partir dos computadores da instituição de ensino. A terceira ferramenta é uma forma de trazer mais pessoas para a mobilização, ao promover um Dia da Conectividade nas escolas. Os interessados receberão dicas e ideias dos organizadores da campanha para envolver todo mundo nessa missão. Tanto professores quanto alunos podem “puxar o Bonde da Conexão”.

Entretanto, além da conexão, é importante que os docentes tenham clareza ao escolher quais plataformas serão adotadas para auxiliar na aprendizagem dos alunos. As ferramentas devem ser selecionadas de acordo com os objetivos educacionais e, para isso, os professores podem necessitar de materiais de apoio a fim de entender melhor o funcionamento de tais ferramentas.

Déficit de conectividade

No Brasil, segundo dados do Censo Escolar de 2013, das 190.706 escolas incluídas no levantamento, apenas 58% delas (11.053) têm acesso à Internet, e só 48% dispõem de banda larga. Entretanto, dentro desse percentual estão as instituições beneficiadas pelo programa Banda Larga Nas Escolas, que prevê a instalação de uma conexão de 2 Mbps em todas as escolas públicas. Essa velocidade, porém, é insuficiente para que ferramentas digitais sejam usadas como instrumento pedagógico ou para facilitar o trabalho do professor e do gestor. Por isso, a campanha defende que as escolas tenham internet de pelo menos 10 Mbps. “Não somente o aluno, mas também o professor ganha muito com a internet no ambiente escolar. Ganha na organização do tempo em sala de aula, o que o possibilita atuar de maneira mais intensa como orientador na formação dos alunos e mediador do processo de aprendizagem”, afirma o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne.

A ideia da campanha é usar os resultados obtidos nos testes de velocidade nas escolas para chamar a atenção sobre a desigualdade que persiste quando relaciona-se conectividade a fatores como renda, classe social e grau de instrução. Segundo dados de 2013 da Anatel, aproximadamente 98% das pessoas que pertencem classe A já acessaram a Internet, enquanto que, nas classes D e E, o percentual é de 24% . Quando se trata de grau de instrução, 96% que possuem Ensino Superior já tiveram contato com a rede, enquanto entre os analfabetos o índice é de 3%.

A expectativa, com a campanha, é sensibilizar o governo federal para que este assine um compromisso formal por internet rápida nas escolas públicas em todo o território nacional.

Assista: 




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