Papo de Mãe
Papo de Mãe
» INCLUSÃO

Autismo e música: entenda essa relação apaixonante

Aulas de música podem ser grandes aliadas de crianças e adolescentes com autismo

Kely Gomes* Publicado em 06/10/2021, às 12h14

A música é importante para crianças com autismo
A música é importante para crianças com autismo

Você já deve ter percebido que muitos autistas têm uma ligação especial com a música. E você sabe porque isso acontece? A música é considerada um meio de expressão não-verbal, isto é, um tipo de linguagem que facilita a comunicação e exteriorização de sentimentos, integra corpo e mente e trabalha razão, técnica e criatividade. Para muitos autistas, o contato com ela é uma maneira de se relacionar com o mundo.

Isso acontece porque a música permite que as crianças autistas explorem sua criatividade e desenvolvam novas ideias para lidar melhor com o ambiente ao seu redor. Além disso, a maioria dos autistas têm redução dos níveis de atividade do córtex auditivo secundário, que é responsável pelos sons da fala, e tendem a demonstrar um maior interesse por sons relacionados à música, com alta capacidade de percepção de melodias simples e das emoções transmitidas por ela.

Assista entrevista do Papo de Mãe sobre autismo

Por meio de experiências musicais como canto, exploração de instrumentos e movimentos corporais, improvisação, composição e recriação de canções, a audição musical se torna uma forte ferramenta para que a criança rompa com os padrões de isolamento social. Com isso, a criança autista ganha no seu desenvolvimento socioemocional, cognitivo e motor, melhorando suas habilidades de fala, dicção e coordenação motora.

Ao combinar a música com brincadeiras que estimulam a diversidade de sons, timbres e ritmos, a musicoterapia contribui e muito para o desenvolvimento da comunicação, expressão e consciência corporal, socialização e segurança emocional da criança autista.

Veja também

Também é importante reforçar que a musicoterapia é aceita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017 e é adotada em diversos outros tratamentos, como paralisia cerebral, contra Alzheimer, Parkinson, entre outros. É a música movendo montanhas!

*Kely Gomes, musicoterapeuta na clínica ARTE PSICO

ColunistasInclusão