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11/05/2021

Podcast: Cada autismo é único

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O Papo de Mãe traz uma entrevista especial sobre o tema, falando sobre sinais, diagnóstico, terapias e o que tem de novo em relação ao autismo nos dias de hoje. 

Neste podcast, na OLA Podcasts, Mariana Kotscho e Roberta Manreza conversam com a neuropsiquiatra Raquel del Monde, mãe do Bruno, de 22 anos, que tem autismo leve. E também participa do papo Clarissa Meyer, mãe do Caio, de 15 anos, que também tem autismo. Clarissa hoje ajuda outras famílias com filhos autistas.

Azul é a cor que simboliza o autismo

O autismo uma funcionamento cerebral diferente, uma condição, um espectro, o chamado TEA: Transtorno do Espectro Autista. E há vários níveis de autismo: leve, moderado e severo. O autismo leve já foi chamado de “Asperger”, mas a nomenclatura agora está mudando.

A neuropsiquiatra Raquel del Monde explica que há “autismos” e que cada autista é único. Mãe do Bruno, de 22 anos, que tem autismo leve, Raquel era pediatra, mas mudou o rumo da carreira quando mergulhou no universo do autismo após fechar o diagnóstico do filho.

Uma jornada longa, que pode levar alguns anos para várias famílias, até fechar um diagnóstico de autismo. Isso demora ainda mais nos casos considerados leves, pois os sinais podem ser confundidos com outras condições, ou até com uma questão de personalidade ou educação.

Raquel del Monde e o filho Bruno

Caio, de 15 anos, teve o diagnóstico de autismo leve aos 7. A mãe dele,  Clarissa Meyer, também passou por vários especialistas até descobrir exatamente qual era a condição de Caio. “Ele hoje até brinca com isso e me diz: Lembra, mamãe, da época em que você ainda não me entendia?”. Ter um diagnóstico traz muitas respostas e o mais importante: mostra um caminho para as famílias, inclusive para lutar por seus direitos, conseguir as terapias adequadas e lutar por inclusão na escola. Clarissa acabou se afastando da profissão de advogada para se aprofundar nas questões do autismo e ajudar outras famílias.

Clarissa Meyer e o filho Caio

Com diagnóstico precoce e terapias adequadas, o autista se desenvolve muito e um autista severo pode, por exemplo, evoluir para um nível moderado. “Se você conhece um autista, você conhece um autista”, ressalta a dra. Raquel. As terapias podem envolver psicólogos, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e outros profissionais – o que infelizmente não é de fácil acesso na rede pública.

O autista severo não é menos capaz, ele se expressa de maneiras diferentes. É necessário trabalhar com cada um dentro do seu potencial para evoluir no que puder e evitar o capacitismo, que é agir de maneira a duvidar da capacidade das pessoas com alguma deficiência, explica a neuropsiquiatra.

A maior incidência do autismo acontece em meninos, mas a Dra. Raquel faz um alerta: “As meninas são sub diagnosticadas”. Os sinais podem se apresentar mais leves, não levando ao diagnóstico correto.

Ouça aqui. 

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