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06/03/2021

Autismo: os avanços da medicina para o diagnóstico precoce e o tratamento

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Está no ar o Inclua Mundo desta semana sobre o transtorno do espectro autista. Entrevistamos especialistas de diferentes partes do mundo para falar sobre os avanços nesta área e as novidades no tratamento do autismo.

Por Papo de Mãe e Inclua Mundo

Um comportamento diferente, outra maneira de se relacionar. Assim são as crianças com Autismo, ou Transtorno do Espectro Autista. Há muitos avanços na ciência nesta área e já se sabe que o diagnóstico e intervenções precoces são fundamentais para garantir o desenvolvimento adequado destas crianças.



O autismo, identificado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1930,  se manifesta em cada pessoa que tem o espectro em intensidades variáveis: pode ser leve, moderado, grave. Não é uma doença, é um conjunto de sintomas ou características que acabam afetando o lado social.

Enzo, de 12 anos, por exemplo, tem autismo severo. A mãe dele, Licete Gimigniani, explica que o filho tem problemas de interação com as pessoas, é agitado, tem dificuldade em entender alguns comandos, tem crises de ansiedade e não fala.



Andrea Werner é mãe de Theo, de 12 anos, que tem autismo moderado. Uma mãe que se tornou super ativista em defesa dos direitos das pessoas com autismo. Ela conta que o filho precisa de ajuda para realiar atividades, está em processo de alfabetização e não se comunica de forma oral. Ele usa um aplicativo de comunicação alternativa: é a tecnologia a favor de quem precisa se comunicar de outras maneiras.

Andrea Werner e o filho Theo

O jornalista Tiago de Breu, de 25 anos, tem autismo leve. Segundo ele, há uma certa dificuldade em manter amizades. Ele fala dos impactos nos relacionamentos no trabalho e com a família e tem um canal no Youtube para debater sobre estes temas: o IntrovertendoEle cursa mestrado e trabalha numa empresa de tecnologia.



A ciência ainda não sabe explicar as causa do autismo, mas há várias estudos em torno de heranças genéticas e fatores ambientais. Entender o funcionamento de cérebro dos autistas é um grande desafio para os cientistas.

Monica Zilbovicius, psiquiatra brasileira que trabalha num hospital da França e estuda o autismo, revela que já se identificou um fluxo sanguíneo diferente no cérebro de crianças com autismo.

O diagnóstico do autismo é clínico, feito a partir de análise do comportamento. Pesquisadores da USP investigam uma outra forma para fazer o diagnóstico, que utiliza a tecnologia: o paciente olha para a tela de um  computador e um aparelhinho emite raios infravermelhos que registra o movimento dos olhos. O olhar das crianças com autismo prioriza outro tipo de imagem, diferente da imagem escolhida por quem não tem o espectro. Esse equipamento pode garantir um diagnóstico mais rápido

Dr. Carlos Gadia, neuropediatra brasileiro que mora em Miami, está animado com algumas novidades em relação aos tratamentos, que normalmente incluem terapia comportamental e medicamentos para controlar alguns sintomas. Estão sendo desenvolvidos medicamentos que podem normalizar o funcionamento dos neurônios.

Mesmo que não exista cura, a ciência ainda pode avançar para garantir uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas com autismo.

A pandemia trouxe ainda mais desafios para as famílias que convivem com o autismo, muitas terapias passaram a ser feitas on-line.

Nesta reportagem (em vídeo) especial do Inclua Mundo no Papo de Mãe, com Thaissa Alvarenga e Carla Lopes, tem  entrevistas com os maiores especialistas em autismo no mundo e você vai conhecer as famílias que convivem com diferentes níveis de autismo, mencionadas acima. Os detalhes sobre diagnóstico precoce e novidades de tratamento. Confira.

Assista à reportagem completa:

 

 

Confira o Inclua Mundo aqui no Papo de Mãe!

#Autismo #Deficiência #DeficiênciaIntelectual #Inclusão #Tecnologia #Saúde

@ongnossoolhar

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