O Portal
da Vida em Família
25/11/2020

“O pai até pode ser pai, mas você não, faz um DNA pra você ver”, desabafa Priscila.

 
Olá,  meu nome é Priscila, sou mãe de gêmeos identicos, Guilherme e Bruno que estão com 3 anos e mais uma vez fui bombardeada com o preconceito…
Tentei por anos ter um bebê, fiz 10 fertilizacões, cirurgias para endometriose, tirei uma parte do intestino e isso nunca foi segredo e finalmente acharam uma solução, doação de óvulos, com o esperma do meu marido e Pá!
Deu certo, nunca pensei nisso, mas hoje me disseram: “O pai até pode ser pai, mas você não, faz um DNA pra você ver… “. Isso me doeu muito na hora eu sou muito mais mãe que muitas por aí, carreguei por 8 meses, amamentei, cuidei e cuido, amo meus filhos mais que minha própria vida e mesmo que não tivessem vindo da minha barriga, como eu mesma não vim da barriga da minha mãe, eu os amaria.
Eu sou mãe desses anjos, mesmo que me digam que não, mesmo que um exame de alguma forma diga que não.
Que mundo estamos?
Cadê a empatia?
Cadê o amor?
O que as pessoas têm dentro do coração?
Se o outro está feliz e eu não, tenho que fazer algo para menosprezar ou ferir de alguma maneira?
Vamos falar sobre isso, quantas mulheres passam por esse preconceito, além de passar por inúmeros tratamentos, sofrer psicologicamente, se achar incapaz,  ainda assim, não ser reconhecida como mãe!
Então, o que é ser mãe?
É a que tem e abandona por algum motivo? (Sem julgamentos)
É aquela que tem o mesmo sangue ou características físicas?
Ou será aquela que deseja mesmo no imaginário, sonha com as noites em claro. (Não que sejam maravilhosas)
Mãe, pode ser qualquer pessoa que ama e cuida sem querer nada em troca. Pode ser uma avó, tia, cuidadora, mãe adotiva, mãe biológica e até pai/mãe.
Vamos evoluir. E parar de ferir as pessoas.

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