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25/11/2020

Em Live Gilberto Gil fala sobre a importância da Arte na Educação

Foto: Gérard Giaume

Por Raphael Preto Pereira

O Instituto Arte na Escola, que trabalha na formação de educadores de arte, realizou na última semana,  uma live com o cantor compositor e ex-ministro da cultura Gilberto GIl.  “A escola para mim é uma extensão da casa, minha avó paterna era professora e minha tia, irma da minha mãe também, além da minha mãe”, contou o músico.

Segundo dados do Arte Na Escola, há 560 mil professores que lecionam a disciplina de arte na escola, mas apenas seis por cento têm formação específica na área. A organização, sem fins lucrativos, atua desde 1989 formando docentes na área e capacita mais de oito mil professores todos os anos. 

“ A arte é parte fundamental da criação, as artes têm suas suas próprias escolas e representam aprendizados. São grandes pólos de disseminação do ensinamento”, afirmou o cantor. 

A professora Fátima Santana, que participou da live, acredita que o processo de ensino da arte pode servir como uma maneira  de mostrar para as crianças  novas referências de sucesso, e êxito, atacando o branco centrismo pelo exemplo. 

“ Se uma criança, na hora da educação artística, só conhecer, por exemplo, qual será a ideia que ela terá de um país tão diverso como o Brasil ?”, questiona Santana, que trabalha com educação há 13 anos.  A docente foi ganhadora do prêmio arte na escola em 2015. O projeto pode ser visto neste vídeo    

“Algumas vozes foram silenciadas” 

A professora Rosângela Accioly que venceu o prêmio arte na escola em 2018 acredita que o currículo da educação básica no Brasil ainda é muito eurocêntrico e focado na valorização do fenótipo europeu. A educadora pontua  que cabe à escola modificar essa realidade.

 “ É preciso apresentar referências, de beleza e de cultura. E não pode ser um tema transversal, é um tema que precisa estar presente nos currículos das escolas como um todo”, defende. Você pode acompanhar a execução do projeto aqui 

Para o ex-ministro da cultura do Brasil ainda há “ muitas abolições para serem feitas” e é preciso que a sociedade brasileira aprenda a “recepcionar diversas formas de identidade”. GIl apontou que  a formação da escola brasileira ainda guarda muita relação com a colonização europeia, “ não foi atoa que vieram aqui e impuseram um processo de civilização, e a escola acaba reproduzindo esses conceitos, a escola precisa passar a ensinar a verdade sobre o Brasil”, acredita. 

 


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